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Índice de Preços no Consumidor em Cabo Verde: Taxa de Inflação homóloga aumentou para 0,5% 18 Abril 2017

A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Cabo Verde, passou de 0,3% em Fevereiro de 2017 para 0,5% em Março deste mesmo ano. Estes dados reflectem sobretudo a aceleração dos preços das classes da Saúde (+3,6%), do lazer, recreação e cultura (+2,9%), dos bens e serviços diversos (+2,7%), do vestuário e calçado (+2,5%), dos transportes (+1,8%), do ensino (+1,8%), das bebidas alcoólicas e tabaco (+1,4%), dos acessórios, do equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (+1,1%) e ainda dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (+0,7%).

Índice de Preços no Consumidor em Cabo Verde: Taxa de Inflação homóloga aumentou para 0,5%

Conforme os dados recentes do Instituto Nacional das Estatísticas de Cabo Verde (INECV), a taxa de variação homóloga registada no país pelo IPC, em Março de 2017, passou de 0,3% para 0,5%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,2 pontos percentuais (p.p.). Já o indicador de inflação registou uma variação homóloga de 0,5%, taxa inferior à do mês anterior, em 0,1 ponto percentual.

Por outro lado, registaram variações negativas mais relevantes as classes dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (0,2%) e das rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (-1,3%).

Ainda de acordo com a mesma fonte, constata-se que as contribuições negativas verificadas foram suplantadas pelas contribuições positivas, resultando na variação homóloga positiva observada para o IPC total nacional. “A variação mensal do IPC foi -0,2% (0,3% no mês anterior e -0,3% em Março de 2016) ”.

As classes com maior contributo negativo para a taxa de variação mensal foram as do lazer, recreação e cultura, dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (ambas -0,1%), do Vestuário e calçado (-0,2%) e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (-0,6%). Por outro lado, a classe das bebidas alcoólicas e tabaco (+0,2%), contribuiu com valor positivo mais relevante.

De ressaltar que as principais subidas de preços registadas pelo IPC foram observadas nos pequenos aparelhos domésticos eléctricos - produtos alimentares, não especificados - bebidas espirituosas – vinho. Enquanto que as principais descidas de preços ocorreram nos produtos hortícolas, incluindo batata e outros tubérculos, artigos para vestuário, frutos, carne e seus derivados.

Índices Regionais e nacional

A nível regional, o INE aponta uma variação mensal negativa nas ilhas de Santo Antão e de Santiago de (-0.2%) e( -0,5%), respectivamente e, positiva em São Vicente (+0,4%).

Contudo, em Santo Antão as contribuições das classes das rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, dos bens e serviços diversos e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, foram determinantes para a variação mensal negativa do índice total dessa região. “Por outro lado, as classes dos hotéis, restaurantes, cafés e similares, das bebidas alcoólicas e tabaco, e do vestuário e calçado, contribuíram com valores positivos mais relevantes para essa variação”.

Conclui o INECV que na ilha de Santiago as contribuições das classes dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação, dos hotéis, restaurantes, cafés e similares, do vestuário e calçado, e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, foram determinantes para a variação mensal negativa do índice total dessa região. “A contribuição positiva foi registada na classe dos Bens e serviços diversos”.

Já em São Vicente, as contribuições das classes dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, e dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação, foram determinantes para a variação mensal positiva do índice total dessa região. Entretanto, a classe do Lazer, recreação e cultura contribuiu com valor negativo para essa variação. Relativamente à variação homóloga, os índices de Santo Antão e S. Vicente foram superiores à média nacional em 0,7 e 0,5 p.p., respectivamente, enquanto que em Santiago o valor registado foi inferior à média nacional em 0,2 p.p.

Agregados especiais

Com base nos resultados da Tabela dos Agregados Especiais, pode-se constatar que relativamente ao IPC dos bens se observou um aumento da taxa de variação homóloga, isto é, passou de 0,5% em Fevereiro de 2017 para 0,6% em Março de 2017. No indicador dos serviços, manteve-se a taxa de variação homóloga, em 0,3% no corrente mês.

Deste modo, o agregado IPC – bens foi determinante para o comportamento da variação homóloga do IPC total, contribuindo com 0,44 p.p. para esta variação, tendo registado no agregado IPC – serviços uma contribuição de 0,07 p.p.

Nesta óptica, pode-se concluir que o indicador de inflação subjacente apresentou uma taxa de variação homóloga de 0,5%, valor inferior ao registado em Fevereiro de 2017, sendo que o diferencial entre a taxa de variação homóloga deste indicador e a do IPC Total é nulo.

De referir que o índice de Preços no Consumidor é um indicador que tem por finalidade medir a evolução no tempo dos preços de um conjunto de bens e serviços considerados representativos da estrutura de consumo da população residente em Cabo Verde. Não é, desta forma, um indicador do nível de preços registado entre períodos diferentes, mas antes um indicador da sua variação.

Celso Lobo

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