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Chegam aos mercados as primeiras produções de uva do Fogo 15 Junho 2017

Chega aos mercados nacionais as primeiras produções de uva da ilha do Fogo. As adegas de vinho prognosticam um aumento de produção de vinho. Sorte que partilham com os produtores do vinho caseiro – o manecon -, famoso pelo seu aroma forte e cor intensa.

Chegam aos mercados as primeiras produções de uva do Fogo

A adega Chã, dos viticultores de Chã das Caldeiras, área de maior expressão da vinha na ilha, perspectiva uma boa produção de vinho para este ano. Se se confirmar a previsão, a produção de 2017 poderá ultrapassar os 200 mil litros de vinho, ou seja, ser três vezes mais do que a produção de 2016, que, segundo David Gomes, ultrapassou os 70 mil litros.

Neste momento, existe uma adega provisória, com capacidade para pouco mais de 100 mil litros, o que deverá exigir aos responsáveis da adega a mobilização de outros meios para transformar a matéria-prima, se o nível de produção prognosticado neste momento venha a confirmar-se.

A previsão de produção depende das condições climáticas favoráveis, mas também do aumento da área cultivada, com fixação anualmente de milhares de plantas de videiras, aproveitando todo o terreno disponível e propício para a pratica de agricultura.

Este ano, o vinho de marca Sodade perspectiva boa produção de vinho branco, rosé e tinto. Os dados apontam, no entanto, para uma produção de uva preta menor do que a de uva branca. O que significa que haverá menos vinho tinto este ano.

Vinho caseiro ganha mercado

O vinho caseiro Manecón também está a conquistar terreno no mercado nacional e internacional, tornando-se num negócio rentável para alguns produtores. Mais sofisticado e um pouco mais depurado, o Manecón ganhou uma nova roupagem – agora passou a ser engarrafado; Calcula-se que este ano ultrapasse os 30 mil litros. Um aumento da produção que responde também a uma maior demanda.

Muitos são os que hoje não dispensam esse vinho produzido em casa pelos homens de Chã das Caldeiras, Relva-Achada Grande e outras zonas altas da ilha do Fogo. Cada litro de Manecón oscila entre os 400 e 500 escudos. O consumo do Manecón é mais local, mas não pára de ganhar apreciadores nas ilhas de Santiago e Sal.

Nova adega de Chã das Caldeiras estimada em 700 mil euros

A construção da primeira fase da nova adega de Chã das Caldeiras, na ilha cabo-verdiana do Fogo, está estimada em cerca de 700 mil euros, segundo o projecto elaborado pelo governo de Tenerife e já apresentado ao Governo cabo-verdiano.

O governo de Tenerife, ilhas Canárias, é o responsável pelo financiamento do projecto, enquanto a primeira fase da construção da obra tem já, segundo Jesus Morales, financiamento pelo Fundo de Cooperação para a Reconstrução do Fogo, após a erupção de Novembro de 2014.

A erupção vulcânica destruiu por completo a sede da Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras, mas deixou praticamente intacta a zona de vinha, ocorrendo a produção de vinho em instalações provisórias desde então.

O vinho é um dos mais conceituados produtos do Fogo e o modo de vida de muitas famílias de Chã das Caldeiras.

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