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Eugénio Veiga reage às acusações de Jorge Nogueira: O actual edil de S.Filipe não fará outra coisa senão botar mais uma pedra nos edifícios construídos 15 Junho 2017

O vereador sem pasta e ex-presidente da câmara durante cinco mandatos, Eugénio Veiga, afirma orgulhar-se de tudo quanto se fez e que o actual edil não fará outra coisa, senão “botar mais uma pedra nos edifícios desportivos construídos”.

Eugénio Veiga reage às acusações de Jorge Nogueira: O actual edil de S.Filipe não fará outra coisa senão botar mais uma pedra nos edifícios construídos

Eugénio Veiga, que reagiu, hoje(14), às declarações de Jorge Nogueira, disse que “há obras bem conseguidas e talvez outras não tão bem, durante os vinte anos da sua gestão”, observando que “há obras, de tamanha complexidade idealizada, de importância estratégica que alma pequena não pode compreende-la tão facilmente”.

Este apontou como exemplo o complexo desportivo do III Congresso que mereceu críticas do actual edil, Jorge Nogueira, questionando que se o mesmo não serve para complexo desportivo como poderá ser uma aldeia desportiva que a actual equipa pretende edificar, acrescentando que Nogueira esqueceu de dizer que muitos dos equipamentos adquiridos para este espaço foram utilizados no polidesportivo Simão Mendes e agora existe a ideia de utilizar parte para o campo de São Lourenço.

“O campo de Lém foi no passado muito criticado, agora está sendo valorizado, para além do campo de São Lourenço, com relva artificial”, disse o vereador sem pasta, sublinhando que regozija e felicita o actual edil, que “não obstante, as palavras de bota baixo, na prática, está a valorizar as realizações do passado, pois caso contrário, até o fim do seu mandato, não teria qualquer obra digna para inaugurar”.

Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, em que o actual edil, Jorge Nogueira, considera que, devido à “gestão danosa dos últimos 24 anos, colocou a ilha no último lugar”, Eugénio Veiga disse que “se milagre pudesse fazer, tê-lo-ia feito para colocar este município e a ilha, no patamar superior de desenvolvimento do mundo e não de Cabo Verde”, relembrando ao edil de que esta situação é reflexo dos anos 90 do século passado em que a ilha foi considerada no rol de “filhos de fora” pelo partido a que Jorge Nogueira pertence.

Para o vereador, Jorge Nogueira não convenceu ninguém por não ter sido explícito quanto ao uso dos empréstimos de 170 mil contos, a não realização de reuniões camarárias duas vezes por mês, a “selecção selectiva de activistas de campanha” para realização de trabalhos de saneamento, pagamento indevido de renda de casa para morar numa parte da casa dele quando há casa de função.

Veiga desafiou o edil a apresentar o rendimento mensal da casa dele desde Outubro de 2016, as despesas com IUP ou montante do pagamento anual às finanças, a relação “opaca” da instituição camarária com um dos empreiteiros da praça, desde apanha de areia desenfreada passando pela realização de obras sem que o executivo decida.

O vereador indica que não ficou surpreendido, mas desiludido com a reacção “pobre” do edil, que perante os “casos de desgovernação preferiu a via de insulto e ameaça”, observando que este “não tem moral” para falar de muitas matérias, nomeadamente desempenho profissional autárquico dos outros, “por ter sido péssimo autarca”, e dívidas porque antes de iniciar o mandato fez disparar as dívidas para níveis nunca antes ocorridos no município de São Filipe.

Caso o edil não esclarecer um conjunto de situação, o vereador afirma que sentirá tentado a corroborar com vozes várias de que “há pouco respeito pelas palavras dadas e que não gostaria de estar a residir num território onde o representante tivesse ADN das mentiras”. Fonte: Inforpress

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