CORREIO DAS ILHAS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Chã das Caldeiras: População indignada com falta de água e ameaça com acção de surpresa 20 Junho 2017

A população de Chã das Caldeiras, queixa-se de penúria de água para o consumo humano e do “descaso das autoridades” locais e nacionais em resolver o problema de abastecimento do precisoso liquido. Quem o diz é o activista social Miguel Montrond, que foi ex-representante dos moradores junto da Comissão Interministerial local. Montrond reclama sobretudo as promessas da campanha não cumpridas e exigem respeito para com os moradores. “Caso contrário poderão ter surpresas se não fizeram o prometido”, avisa o cidadão em contacto com este diário digital

Chã das Caldeiras: População  indignada com falta de água e ameaça com acção de surpresa

Numa missiva enviada ao Asemanaonline, Montrond afirma que o único meio de reserva de água, as cisternas, foram destruídas com a ultima erupção vulcânica. Com o passar dos meses mais famílias regressam a Chã das Caldeiras afim de retomar as suas vidas. Na opinião de Miguel Montrond, os governos vêm falhando quanto ao realojamento dos deslocados, para o retorno dos familiares e a reconstrução na caldeira. Alerta que, com o aumento da população, a procura pela água captada através das chuvas fica insuficiente para satisfazer as necessidades.

“A população tem estado a reivindicar junto das autoridades mais água para a satisfação das necessidades, mas as autoridades têm estado a falhar em todos os aspectos, inclusive no que toca ao abastecimento de água para a população. A situação é bem dolorosa: algumas famílias costumam pagar 60 escudos para um balde de água. Os quatro recipientes colocados na Caldeira para armazenar água para ser vendida à população, encontram-se sempre vazios e muitas vezes as famílias levam água de outras localidades para Chã das Caldeiras, mas nem todas conseguem fazer isso, porque não dispõem de recursos para pagar o transporte, que é muito caro”, afirma Miguel Montrond.

O porta-voz dos moradores, defende que “a população merece respeito dos que governam. Estamos num país democrático e exigimos respeito”, disse o representante da população, acrescentando que “com os milhões no cofre, (cerca de 500 mil contos) no final do ano de 2016, ainda a população carece de meios para ter uma refeição”, uma vez que muitas famílias ficaram sem casa e sem terreno em Chã das Caldeiras, o que dificulta o reinício da vida.

Para estes 12 meses de governação do MpD, é o tempo mais do que suficiente para resolver as questões mais preocupantes, como é o acesso á água agua. “ O processo Chã das Caldeiras ficou bem mais complicado de gerir, por culpa dos que governam e que não tomam medidas eficazes para resolver a penúria e sofrimento da população de Chã”, advoga Miguel.

Autoridades e aviso

Montrond considera que a única coisa que separa os dois governos (PAICV e MpD) neste processo de Chã das Caldeiras é o tempo. Segundo explica, o PAICV em 14 meses fez contrato escandaloso com duas empresas para reabilitação das 107 casas em Monte Grande e Achada Furna, distribuição de cestas básicas, alguns projectos executados, pagamento de água, luz, renda durante 11 messes.

Por sua vez, sublinhou, com o” actual governo do MpD, as coisas parecem muito piores do que a população imaginava”, pois “nestes meses fizeram apenas a adega provisória, garantiram subsídios monetário durante seis messes, e as outras promessas nunca chegaram à concretização”.

No mês de Março, explica, o actual presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina afirmou que iria dar um apoio de 200 mil escudos a cada família para iniciar as actividades geradoras de rendimento, mas que isso não aconteceu ainda.

Segundo Miguel Montrond, a população pergunta o destino dado ou ser dado de 24 mil contos que estão na posse da Cruz Vermelha de Cabo Verde, dos cerca de três mil contos na posse da RTC e se “estes valores foram transferidos para acudir os problemas da população”.

Montrond classificou de “palhaçada” a gestão do processo de Chã das Caldeiras pelas Câmaras, uma vez que nem as autarquias nem a “Comissão interministerial” funcionam e conseguem resolver estes problemas, porque, na sua opinião, não têm autonomia para tal. “Exigimos respeito para com a população de Chã, caso contrário poderão ter surpresas se não cumprirem o prometido”, vai avisando Miguel Montrond.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau
publicidade


Newsletter