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Um caso simultâneo de dengue e gripe A 16 Novembro 2009

O Ministério da Saúde tem vindo a registar menos novos casos de infectados com dengue. Uma curva com oscilações mas em decréscimo. Já são no total 16.433 infectados, 140 dos quais com febre hemorrágica. Uma das pessoas contraiu também a Gripe A, mas encontra-se “bem de saúde”.

Um caso simultâneo de dengue e gripe A

Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde registou 451 novos casos de infectados pela dengue, sendo que quatro evoluíram para febre hemorrágica. Destes, 295 são na Cidade da Praia, um com febre hemorrágica. Ainda na ilha de Santiago, foram detectados 20, em Santa Cruz; 9, em Santa Catarina; 6, em São Domingos; 5, em São Miguel; 3, no Tarrafal; 2, em São Salvador do Mundo; e 1, em São Lourenço dos Órgãos.

Na ilha do Fogo há 76 novos casos em São Filipe, três deles com febre hemorrágica, seis em Mosteiros e dois em Santa Catarina. No Maio são 21 novos doentes e na Brava dois. Nas ilhas Barlavento, só o Sal é que tem três novos registos. Num total, o país tem 16.433 casos, 140 com febre hemorrágica. O número de óbitos mantém-se nos seis.

Factor fim de semana

“Há uma diminuição gradual, embora seja muito lenta”, anota a directora dos Serviços de Epidemiologia do Ministério da Saúde, Maria de Lurdes Monteiro. A epidemiologista assume que não gosta dos números de fim-de-semana, “porque podem não ser os melhores indicadores”. “Ainda não percebi a razão mas o que é certo é que ao fim-de-semana o número de novos casos é substancialmente mais baixo. Não sei se é por as pessoas preferirem ficar em casa”, questiona-se.

Comparativamente, Monteiro adianta que na sexta-feira, 6, registaram-se sensivelmente 900, no fim-de-semana de 7 e 8, baixou para pouco mais de 600 mas, na segunda-feira seguinte, dia 9, o número voltou a subir para 996. “Esta descida brusca e depois a subida em flecha ainda não se entende e só esperamos que este fim-de-semana não esteja a acontecer a mesma coisa. Mas apesar das oscilações a tendência tem sido a de diminuir”, adianta.

Aquela responsável diz que ainda não é possível saber se há possibilidade destes números voltarem a subir e conta que na curva dos casos que surgiram o pico se deu a 4 de Novembro, quando se registaram 1105 casos. A falta de chuva pode ser um dos factores para esta descida que tem havido desde então.

“Sabemos que se chover, e com as temperaturas altas entre os 28 e os 30 graus, estão reunidas as condições para os ovos que estão postos se desenvolverem. A chuva nunca é benéfica”, revela. Neste sentido, a epidemiologista lembra que “a prevenção continua a ser muito importante”. “As pessoas têm de ter atenção às águas paradas, quer dentro de casa, quer na rua. Há que mudar comportamentos, é importantíssimo”.

Outras epidemias

Os médicos continuam atentos a outras epidemias, como é o caso do paludismo, que regista 40 casos no país, e a Gripe A, que conta com 92 infectados. Maria de Lurdes Monteiro adianta que quando as pessoas apresentam sintomas de dengue e problemas respiratórios os médicos realizam exames laboratoriais para perceber se há mais alguma doença no paciente.

“Entre alguns casos que apresentavam os dois sintomas, um deles foi confirmado, para além da dengue, com a Gripe A”, revela ao asemanaonline, Maria de Lurdes Monteiro. “A pessoa em causa, neste momento, encontra-se muito bem de saúde”, salienta.

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