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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Comunidade Islâmica em Cabo Verde celebra o nascimento do profeta 28 Fevereiro 2010

A comunidade islâmica de Cabo Verde comemorou esta sexta-feira, em vários pontos do país, o nascimento do profeta Maomé, “o mensageiro de Deus”. Na Praia, a cerimónia envolveu 400 pessoas, distribuídas por grupos que se concentraram nas mesquitas de Tira-Chapéu, Vila Nova, Safende, para lerem o Alcorão e fazerem pedidos contra os males que ainda afectam o mundo.

Comunidade Islâmica em Cabo Verde celebra o nascimento do profeta

O asemanaonline esteve por volta das 21h30 desta sexta-feira na mesquita de Tira-Chapéu para assistir ao ritual do nascimento do profeta.

Segundo o líder islâmico Iman Neka Tchiam, que vive há mais de 10 anos em Cabo Verde, antes da festa faz-se a leitura do livro sagrado islão, o Alcorão. “Falamos da vida e história do profeta Maomé ao longo dos tempos. Depois cantamos o Zikro, para louvar a grandeza de Deus e o respeito pelo profeta. E por último há uma conferência para debater os males do mundo no sentido de educar os jovens a cultivarem a bondade, tolerância, amizade de Deus e outros valores que hoje fazem muita falta no mundo”.

Ritual

Logo no início, sete mulheres, todas de meninos às costas, preparam o jantar para a noite. Algumas descascam cebolas, outras lavam arroz e pilam os temperos. E quem comanda todo o ritual é a Gunda Djau. Uma senhora guineense com mais de 10 anos em Cabo Verde que toma conta da cozinha improvisada na rua e dá ordens aos colegas. Ali num ambiente agradável, misturam-se o crioulo “Fula” da Gunié-Bissau e Wolof das senegalesas. Ainda contam as experiências vividas desde que escolheram Cabo Verde para viver. Assim permanecem até ao outro dia.

Já na mesquita, ouve-se o som da música, da reza, em várias línguas para que todas possam entendem o canto e a leitura do Alcorão. Centenas de homens, uns dentro da mesquita, outros na varanda, sentados em tapetes para dar inicio à celebração do nascimento do profeta, a quarta cerimónia da religião, depois do Ramadão, Tabaski e o início do ano islâmico que se celebra a 30 de Janeiro. Um evento que corresponde ao Cinzas, no calendário cristão.

Antes de entrar na mesquita os homens chegam e cumprimentam-se em língua árabe. Descalçam os sapatos, entram e saem com uma espécie de bule contendo água. Primeiramente lavam três vez as mãos, os pés, a boca, o nariz, as orelhas e o rosto. Isso porque consideram que são estas partes do corpo sujeitas a muitas coisas sujas e, portanto, dizem, "uma infecção para a mesquita". Por isso devem “purificar a alma e o corpo antes de começar cerimónia religiosa”.

E a festa continua até ao dia seguinte, com os comes e bebes. Hora também de saborear a famosa “chep guinara”, uma mistura de arroz, verduras e galinha. Sem contar o famoso chá e as bebidas não alcoólicas para acompanhar o prato.

Segundo a história muçulmana, o profeta Muhammad (Maomé) nasceu em Meca por volta de 570 d.C. Foi um líder religioso que unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.

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