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Estado toma posse dos bens dos traficantes 17 Outubro 2010

O Património do Estado já começou a tomar posse dos imóveis antes pertencentes a Zé Pote, José Jorge e Lígia Furtado, condenados em Julho pelo Supremo Tribunal por tráfico de droga. Com isso, é o acórdão do STJ que começa a sair do papel, havendo, porém, suspeitas de que parte desse património tenha sido vendida às pressas pelos antigos donos. O Estado vai colocar todos os imóveis em hasta pública e com o dinheiro investir na segurança, na luta contra a pobreza, na recuperação dos toxicodependentes e segurança.

Estado toma posse dos bens dos traficantes

Três meses depois de condenados pelo STJ, os bens de Zé Pote, José Jorge e Lígia Furtado, obtidos através do tráfico de droga, começaram a passar para a posse do poder público. Através de um comunicado, a Direcção-Geral do Património do Estado instou esta semana os ocupantes de vários imóveis na Cidade da Praia – antes pertencentes aos referidos indivíduos – a contactarem com urgência aquele serviço, de modo a regularizarem a respectiva situação face ao novo senhorio, o Estado.

No entanto, dos 26 imóveis constantes na lista a que A Semana teve acesso (porque público) não é seguro que todos possam passar para a posse do Estado, soube este jornal. “Alguns desses edifícios são de propriedade horizontal, isto é, têm mais de um dono, já que há andares vendidos ou com encargos com outras pessoas. Só depois de tudo verificado, é que se saberá ao certo o que resta para o Estado”, explicou a nossa fonte.

Um dos imóveis da lista é o prédio no Palmarejo onde funciona a Ordem dos Engenheiros. Um outro caso notório é o Edifício Gonçalves, na Várzea, ao lado do Estádio do Coco, onde também funcionam vários estabelecimentos comerciais e gabinetes privados.

De acordo com a DGPE, impõe-se a posse urgente pelo Estado de todo este património, não só por direito que lhe foi conferido pelo Supremo Tribunal, como também porque havia imóveis que estavam a ser assaltados, vandalizados, havendo até suspeita que alguns tenham sido vendidos às pressas. “Alguns desses edifícios já tinham encargos, estão hipotecados, outros vendidos, alguns casos mesmo depois da sentença do STJ”, confidenciou uma fonte.

Precisamente para travar ou pôr cobro a esse tipo de manobra e atitude, a DGPE teve de solicitar a vigilância e até mesmo a guarda policial de alguns desses imóveis. É o caso da antiga residência de Lígia Furtado na Prainha, alvo de tentativas de assalto e vandalização.

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