DIÁSPORA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Laura, mais do que a esposa de Pedro Passos Coelho 27 Abril 2011

Os portugueses ficaram a conhecê-la enquanto sorria na mensagem de Páscoa de Pedro Passos Coelho, partilhada na semana passada nas redes sociais. Mas Laura Maria Garcês Ferreira não é só a esposa daquele que poderá ser, a partir de 5 de Junho, o primeiro-ministro de Portugal. Esta guineense de ascendência e coração cabo-verdianos - viveu no Mindelo durante vários anos- é uma mulher de fibra e tem uma história para contar.

Laura, mais do que a esposa de Pedro Passos Coelho

Laura é casada com Pedro Passos Coelho, líder do Partido Social Democrata português, que está à frente das sondagens para as próximas eleições legislativas de 5 de Junho. Com o historial de rotatividade do poder entre PS e PSD em Portugal é provável que ele seja o próximo inquilino do Palácio de São Bento. Com Passos Coelho irá com certeza Laura, que tem acompanhado o marido em todas as aparições públicas que faz.

O que mais tem chamado a atenção dos portugueses é precisamente o seu sorriso, que é protagonista daquilo que escrevem sobre ela. No Diário de Notícias, o título sobre Laura Ferreira é "A risonha mulher do líder do PSD".

Raízes africanas

As origens de Laura cruzam-se entre Portugal (nacionalidade dos avôs paterno e materno de Laura), Cabo Verde (nacionalidade da sua avó paterna, que nasceu na Brava) e Guiné-Bissau (a avó materna era mancanha). A infância, "feliz", afiança, desenrolou-se na Guiné. O pai era funcionário da administração guineense, o que a fazia mover-se entre as várias localidades daquele país. Ao DN recorda "estar no quartel de Contima, com abrigos e buracos nas redes da vedação, de ter andado de helicóptero e tirado fotografias com soldados que tinham saudades das filhas." Sobre os guerrilheiros dos movimentos de libertação descobriu, mais tarde, serem da sua família e viriam a desempenhar cargos quando o PAIGC chegou ao poder em Bissau e na Praia.

Com a aurora da liberdade, em 1974, Laura muda-se com a família para Mindelo, Cabo Verde, pátria do escritor e seu parente Pedro Duarte. Recorda o clarinete de Luís Morais, seu professor de música no Liceu, que ouvia tocar no coreto. E hoje, garante, ainda a encantam os quadros "maravilhosos" do pintor Kiki Lima.

"Mudou, então, de continente ("nunca mais voltei a África") e, habituada já à paisagem árida da ilha de S. Vicente, espantou-se com os parques frondosos e os jardins de Coimbra", escreve o DN. É aqui que se dedica aos estudos, entre paródias juvenis. Mais tarde, vai para o Cacém. "Inclinada para a área da saúde, matriculou-se em Medicina na Universidade de Lisboa, mas, não se adaptando àquelas cadeiras teóricas, desistiu no segundo ano, acabando por trocar essa licenciatura pela fisioterapia, onde pode dedicar-se à geriatria, pois assume um "fascínio pelos idosos". E é nessa área que exerce a sua profissão, no Centro de Educação para o Cidadão Deficiente (CECD), em Sintra, onde é actualmente coordenadora do Centro de Medicina e de Reabilitação.

O DN escreve que Laura é de "signo Balança, casou-se aos 27 anos e foi mãe da Teresa aos 30. Nessa altura, adormecia a filha mais velha, hoje já com 15 anos, pondo a tocar as mornas da Cesária Évora. Depois, divorciou-se, embora goste de frisar que continua a dar-se bem com o ex-marido. Três anos mais tarde, numa casa de amigos comuns, em Vilamoura, conheceu Pedro Passos Coelho e descobriu que, ao contrário do que estava então convencida, era "possível apaixonar-se outra vez". Casou-se com o novo líder do PSD e, aos 42 anos, voltou a ser mãe da pequena Júlia. "Foi óptimo!", sintetiza, quando se coloca a questão da idade com que teve a segunda gravidez e o último parto".

O artigo do diário português sobre Laura termina dizendo que "acerca da política, sensatamente, prefere não se pronunciar, remetendo o tema para o marido. "A política não me assusta, mas também não me afasta nem me aproxima de ninguém," declara, com a mesma convicção com que explica porque manteve o seu nome: "Sou Passos Coelho de paixão, mas não no bilhete de identidade." E, agora, podia ouvir-se, numa aparelhagem vizinha, o Djan Djan, dos Tubarões."

100% Prático

publicidade






Mediateca
publicidade


Cap-vert

Uhau

Uhau
publicidade











publicidade










Newsletter