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Transcor quer comprar Moura Company 02 Dezembro 2011

A Transcor, empresa de transporte urbano colectivo de passageiros está a negociar com a Moura Company a compra de todo o activo desta empresa que detém a maior frota de autocarros do país. Mas para isso impõe condições: definir as classes com direito a passe-gratuito e disciplinar a circulação urbana dos Hiaces.

Transcor quer comprar Moura Company

Esta informação foi confirmada ao A Semana por Luís Gonzaga, presidente do Conselho de Administração da Transcor, empresa sediada em São Vicente. As partes já tiveram um primeiro encontro na capital, inclusive com a participação dos bancos credores da Moura, mas a Transcor só vai avançar com o negócio se a Direcção Geral dos Transportes Rodoviários fixar “preto no branco” as classes que deverão beneficiar de passe-livre nos autocarros, e se disciplinar a circulação urbana dos hiaces.

“Estivemos na Praia e reunimo-nos com a Moura e com os bancos, que são credores da empresa. Ficaram de nos apresentar uma proposta, mas estamos com um pé atrás por causa do grande leque de pessoas que beneficiam do transporte gratuito desde agentes da Polícia Nacional, guardas-fiscais a funcionários da Câmara Municipal. Andam sem pagar, mesmo quando não estão de serviço. E são milhares de pessoas nessa situação”, explica Gonzaga.

Para o presidente do CA da Transcor, a empresa que dirige só vai avançar quando houver um quadro legal estabelecido, que dita quem deve viajar de graça nos autocarros, e as circunstâncias em que tal deve ocorrer. A Transcor quer também que a empresa passa a receber uma compensação por prestar esse serviço. Outro entrave ao negócio, admite este responsável, é a concorrência desleal e desenfreada dos hiaces. Isto é, ainda que clandestinos, os hiaces prestam serviço urbano, o que inviabiliza à partida qualquer negócio.

Instado a esclarecer se não haveria possibilidade de a Transcor avançar sem a Moura Company, Luís Gonzaga explica que, neste momento, esta se apresenta como a única alternativa, até porque a Câmara Municipal da Praia não vai abrir mais concurso de linhas. Por outro lado, o processo é demasiado lento. “Os concursos deveriam ter sido lançados há muito tempo e não agora. A ‘bomba’ já explodiu, agora têm de resolver rapidamente o problema do transporte urbano de passageiros na Praia”, remata.

Constânça de Pina

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