ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Sal e Boa Vista satisfeitos com taxa de ocupação 09 Setembro 2012

A taxa de ocupação nas unidades hoteleiras da ilha do Sal situa-se neste momento entre 60 e 75 por cento. Os hotéis não conseguiram atingir o objectivo dos 80%, mas estes números ultrapassam em cerca de 10% os alcançados no ano passado. As coisas estão melhor na Boa Vista onde a variação é de 80 a 90%.

Sal e Boa Vista satisfeitos com taxa de ocupação

A procura pelo destino da Boa Vista e do Sal tem vindo a melhorar a cada verão que passa. As unidades hoteleiras destas duas ilhas turísticas vão tentando adaptar-se à crise e às novas condições financeiras do seu mercado e dos seus clientes. Baixaram os preços das dormidas e dos pacotes turísticos, diversificaram as ofertas sobretudo nesta altura do ano em que a concorrência é forte noutros destinos. E feitas as contas, a taxa de ocupação cresceu em torno de 10 porcento comparativamente ao mesmo período de 2011.

A título de exemplo, o Hotel Belorizonte, na ilha do Sal, está a funcionar com cerca de 75% da sua capacidade. Os seus clientes são na sua grande maioria turistas portugueses, espanhóis e franceses, um mercado que está com sérios problemas económicos. Embora sem chegar às metas que traçou para este período estival, o hotel de capital maioritariamente português está satisfeito: em 2012 conseguiu ultrapassar o índice do ano passado, que foi de pouco mais de 60%. “Fizemos uma previsão, mas ficámos abaixo do orçamento. Apesar disso, estamos contentes por ter conseguido este marco”, orgulha-se o director administrativo e financeiro, Carlos Santos.

O Hotel Odju d’Água está com 60% dos quartos ocupados. Uma situação bem melhor do que no ano passado, quando os números pouco passaram dos 40%. Aliás, há quatro anos que esta unidade hoteleira vem lutando contra a crise. E a cada Verão consegue subir um pouco mais na tabela. “Nós conseguimos manter porque o nosso mercado é maioritariamente inglês. Além disso, temos o pacote “Bem conchê nôs ilha” que beneficia os residentes no país com mais de 50% de desconto sobre a nossa diária.

Portanto, é com gente daqui, os turistas internos, que conseguimos garantir uma taxa de ocupação de 60% durante este Verão”, “considerado época baixa do turismo cabo-verdiano que tem a sua maior expressão nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro, quando é inverno na Europa”.

A Boa Vista tem os hotéis bem mais cheios. Nos três principais hotéis, as reservas apontam para uma taxa de ocupação a oscilar entre 80 e 95%. É o caso do hotel Marine Club que tem hóspedes em mais de 90% dos seus quartos. Na mesma situação estão também os hotéis localizados na praia de Chaves que trabalham com os mercados italiano, francês, espanhol e português durante o Verão.

Malabarismo para fintar a crise

Todos os hotéis estão a tentar manter-se acima da linha de água. Com a crise económica viram-se obrigados a descer os preços das dormidas e pacotes, assim como, a reformular as ofertas dentro e fora dos hotéis. A ideia é fazer com que o destino Cabo Verde não caia no esquecimento, para que quando as coisas melhorarem na Europa, os turistas tenham Sal e Boa Vista no top de seus programas de férias.

“O Estado sempre toma como exemplo as estatísticas de entradas no país. Dizem que tantos turistas entraram em Cabo Verde, mas não quantificam os preços, aquilo que cada turista está a pagar para estar aqui, tampouco os nossos custos para mantermos os turistas. Tivemos que deitar o preço ao chão para conseguir sobreviver à crise. Neste momento é mais importante manter o hotel do que lucrar. Só para exemplificar: aqui na Boa Vista o preço da água e energia que pagamos é muito elevado. A maioria dos hotéis tem produção autónoma de energia mas não chega, o que faz encarecer os custos de manutenção das unidades hoteleiras”, diz um promotor turístico-hoteleiro.

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