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1 femicídio por dia no Equador — Advogada morta pelo marido, mãe ssuspeita de tentativa de encobrimento pela Academia de Polícia 23 Setembro 2022

A República do Equador registou até agosto 228 femi(ni)cídios. Um número que só esta quarta-feira ganhou importância, com a descoberta dos restos mortais da advogada María Belén, de 34 anos. Suspeito: o marido que ela visitou na madrugada do dia 11 na Academia da Polícia, instituição que está a ser acusada de acobertar o crime.

1 femicídio por dia no Equador — Advogada morta pelo marido, mãe ssuspeita de tentativa de encobrimento pela Academia de Polícia

O presidente equatoriano, em missão à Nova Iorque, pronunciou-se no mesmo dia da descoberta sobre o caso que está a emocionar a sociedade equatoriana. "É com o mais profundo pesar e extrema indignação que informo que encontrámos María Belén, vítima de femicídio".

O presidente Guillermo Lasso, presente na assembleia-geral onusiana, ao falar à imprensa no caso destacou que a sua presidência quer combater o femicídio.

No Twitter presidencial lê-se, ainda, que "o seu femicídio não ficará impune e todos os responsáveis terão de responder perante a justiça".

A advogada foi vista pela última vez, na manhã do dia 11, a entrar na Academia de Polícia perto da capital. Ela ia visitar o marido, tenente responsável pela formação de jovens, e levava-lhe o pequeno-almoço que comprou no caminho. Nunca mais foi vista.

Dado o alerta de desaparecimento, a Academia da Polícia tornou-se desde logo o centro da investigação. O tenente Germán Cáceres foi ouvido e, como marido a sofrer, ficou logo livre de suspeita.

Mas quando no dia seguinte desapareceu foi emitido um mandado interpol. Continua em fuga.

Entretanto, a investigação orientou-se para buscas nas proximidades da Academia, situada a "vinte minutos" de um vulcão extinto. Foi ali que, nesta quarta-feira, encontraram os restos mortais da advogada depositados numa cratera.

A mãe de Belén não tem dúvidas sobre a responsabilidade da instituição, que acusa de "proteger o criminoso", referindo-se ao genro. Disso já não tem dúvidas Elizabeth Otavalo, de 54 anos, a mãe que perdeu a filha. María Belén também deixa órfão o filho de doze anos.

Motivo: Traição?

A investigação terá indicações de que à chegada-surpresa de Belén o marido estava no quarto com uma das suas instruendas, a cadete Joselyn Sánchez, que conseguiu escapulir. Esta teria contado aos seus superiores que ouviu "gritos de uma mulher no quarto" donde saíra. Também um oficial disse à investigação que pouco depois viu as mãos do tenente a escorrer "um líquido vermelho".

Estas informações foram passadas à imprensa pelo advogado da cadete e pelo advogado da família da vítima. Ambos destacaram que ninguém na Academia em momento algum impediu o tenente de sair e voltar a entrar.

Fontes: Twitter/ Clarín.ar/Washington Post/CNN.es.

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