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05 de Julho de protesto em S.Vicente: Sokols 2017 anuncia manifestação por mais autonomia política e economia e contra desonestidade do Governo de Ulisses Correia e Silva 28 Junho 2019

O clima de contestação começa aquecer em S.Vicente, tido como laboratório político nacional. É que o Movimento cívico SOKOLS 2017, com sede na cidade do Mindelo, vai promover, no dia 05 de Julho, mais uma manifestação de protestos às políticas centralizadoras do Governo da República, com foco «em mais autonomia política e económica» da ilha do Porto Grande. O líder Salvador Mascarenhas destaca que vai ser ainda uma manifestação contra a desonestidade do Governo de Ulisses Correia e Silva, contra a incompetência dos Deputados, contra o silêncio da Câmara Municipal e contra as políticas que bloqueiam o desenvolvimento das ilhas.

05 de Julho de protesto em S.Vicente: Sokols 2017 anuncia manifestação por mais autonomia política e economia e contra desonestidade do Governo de Ulisses Correia e Silva

A histórica cidade do Mindelo prepara-se para mais uma marcha cívica por ocasião do dia da Independência Nacional. A organização está a cargo do Movimento SOKOLS 2017, que apela às forças vivas da sociedade civil de São Vicente a participarem em força nesse protesto, que terá lugar no dia 5 de Julho de 2019, às 10 horas, com arranque a partir da Praça Estrela.

Em comunicado destruído à imprensa e publicado no seu site, o SOKOLS 2017, fez questão de enumerar os motivos que o levam à realização desta marcha de protesto em S.Vicente. Neste particular, fez questão de realçar que após 15 anos de negligência política e económica por parte dos sucessivos governos do PAICV, o eleitorado do círculo de São Vicente votou massivamente no Movimento para a Democracia nas eleições legislativas de 2016. « A campanha do MpD foi feita largamente sobre a temática da Regionalização: sobre a promessa de mais autonomia política e económica para as ilhas, com o compromisso que São Vicente constituiria a experiência Piloto na matéria. 3 anos depois, já passado do meio do mandato, o Governo não só não concretizou as promessas que fez aos eleitores de São Vicente, como contribuiu ativamente para a degradação da situação económica da ilha, principalmente através dos acordos que firmou no sector dos transportes».

No tocante ao isolamento da ilha, o documento salienta que a venda dos TACV à Icelandair retirou o aeroporto de São Vicente das rotas do interesse da Icelandair. «O Governo permitiu o desenrolar desta situação calamitosa, sem obter quaisquer garantias de serviço por parte da Icelandair, deixando os passageiros de São Vicente cativos do monopólio de facto que é detido pela TAP».

Bloqueio aéreo-marítimo e impacto negativo na ilha

Referindo-se às consequências da medida, o movimento cívico liderado por Salvador Mascarenhas destaca que, como em qualquer monopólio, assiste-se ao encarecimento do serviço, à degradação da sua qualidade, à limitação da frequência, com custos gravosos para as pessoas, as empresas e os emigrantes originários da ilha. «Para além disso, o acordo sobre o tráfico aéreo doméstico com a Binter – que também constitui um monopólio de facto – penaliza São Vicente, retirando-lhe as ligações diretas que detinha para a região norte, e que eram cruciais para a sua economia. No sector marítimo, as rotas acordadas com a transinsular despiram São Vicente da sua rede de cabotagem e selaram o isolamento da sua população e da sua economia», avança o SOKOLS 2017.

A fazer fé na mesma fonte, o impacto negativo deste bloqueio aéreo e marítimo sobre o comércio, o turismo e a indústria sanvicentina foi quase de imediato. « Já temos relatos de operadores turísticos em crise e da relocalização de centrais de compra de algumas empresas para a Praia, porque o porto de São Vicente já não oferece condições mínimas de importação e escoamento».

Traição de Ulisses Correia e Silva e silêncio da Câmara

O SOKOLS vai mais longe, ao denunciar que Ulisses Correia e Silva traiu os sanvicentinos, ao não cumprir as promessas da campanha. «Face a esta traição comprovável da totalidade das promessas de campanha de Ulisses Correia e Silva e do seu partido, os Deputados da Maioria, que foram eleitos para defender os seus constituintes, preferem defender a atuação do Executivo e repetir o discurso falacioso do poder central».

A agravar ainda mais a situação, o movimento presidido por Salvador Mascarenhas contesta a postura da Câmara de Agusto César Neves, que se recusa a criticar as medidas do governo contra o desenvolvimento de S.Vicente. «Como agravante desta situação, temos uma Administração Municipal que pertence ao partido da Situação, e que se recusa a criticar e protestar as medidas sucessivas que o Governo tem tomado contra o desenvolvimento – e a própria sobrevivência desta ilha».

Apelo à participação popular

Atendendo este conjunto de agravos, o SOKOLS apela a todos os sanvicentinos a se juntarem a sua voz a este protesto de 05 de Julho para o bem de São Vicente . «Convidamos todos os cidadãos a manifestarem-se contra a desonestidade do Governo, contra a incompetência dos Deputados, contra o silêncio da Câmara Municipal, contra as políticas que bloqueiam o desenvolvimento das ilhas e por mais AUTONOMIA política e económica de S.Vicente», conclui o comunicado a que o Asemanaonline teve acesso.

É de salientar que esta é segunda manifestação convocada por SOKOLS 2017, por ocasião do 05 de Julho – data do aniversário da Independência de Cabo Verde.

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