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1ª vacina antipaludismo aprovada hoje "dia histórico" — 260 mil crianças por ano podem salvar-se 09 Outubro 2021

A OMS-Organização Mundial aprovou a primeira vacina contra o paludismo/malária que em cada ano mata quinhentas mil pessoas, metade delas crianças da África Subsaariana. O diretor-geral da OMS saudou este 6 de outubro como "dia histórico", para erradicar "esta terrível doença antiga".

1ª vacina antipaludismo aprovada hoje

A malária ou paludismo responsável pela perda de duzentas e sessenta mil vidas, de crianças com menos de cinco anos na região subsaariana, estará em vias de ser erradicada, anunciou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus na quarta-feira, 6.

O diretor-geral da OMS sublinha que ao fim de "várias experiências", com outras vacinas anti-malária propostas, esta é "a primeira vacina que demonstrou eficácia" em imunizar o sistema fisiológico, em especial das crianças atingidas pelo patógeno Plasmodium falciparum, considerado o mais mortal de entre os cinco causadores da doença.

Esta aprovação da "primeira vacina eficaz" é, segundo Ghebreyesus, um dos resultados do sucesso do programa-piloto de vacinação no Gana, Quénia e Malauí iniciado em 2019. Nestes mais de dois anos, o programa inoculou oitocentas mil crianças com menos de cinco anos.

Miocardite, efeito raro que impõe dose única

Virtudes à parte, o programa-piloto registou que a miocardite se apresenta como a principal sequela na administração da nova vacina. A OMS indica que esta doença cardíaca — que causa inflamação nos músculos do coração — obriga a observar novas recomendações na administração do imunizante.

A boa notícia é que os tais efeitos secundários da nova vacina estão associados, segundo o programa-piloto, apenas à segunda dose. Daí a recomendação para que o desenvolvimento desta novel vacina se oriente na direção da dose única.

Luta continua

Saúda-se esta nova arma no combate à mortífera doença — que tem flagelado a África durante séculos, depois de ter historicamente sido combatida na Europa Meridional —, porém sem esquecer que "a luta continua".

Como mais uma arma, segundo a organização da saúde mundial adverte, a novel vacina deve ser administrada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros, inseticidas, repelentes e medicamentos antipaludismo.

Além disso, é de notar que a novel vacina é direcionada para a variante -se


Cabo Verde sem paludismo?

O sucesso no combate ao paludismo em Cabo Verde tem sido saudado pela OMS. Contudo impõe-se uma atenção especial ao facto de que este país regista esporadicamente casos desta doença (Cabo Verde regista um morto e 50 casos de paludismo, 19.10.2016).

A situação resulta de casos importados dada a circunstância de funcionar como plataforma com o continente, donde é frequente a chegada um grande número de passageiros ao arquipélago. Daí que em Cabo Verde temos de continuar com as medidas preventivas, como sucessivas campanhas têm advertido.

Fontes: OMS/WHO.org/New York Times /AFP. Relacionado: Lusofonia: Vacina antipaludismo na mira da Fundação Gulbenkian da Ciência, 04.fev.021; Covid-19 contada por 38 cérebros, 87 pulmões e 42 corações — Hipótese dengue, 07.jul.020; Cabo Verde regista um morto e 50 casos de paludismo, 19.10.2016. Foto (Getty): A vacina como mais um meio de combate ao paludismo que vitima 260 mil crianças por ano.

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