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1.130 bronzes do Benim que Alemanha começa a devolver à Nigéria 22 Julho 2022

A Nigéria e a Alemanha assinaram um acordo para a devolução dos "Bronzes do Benim", um conjunto de mais de mil esculturas que são património cultural da região integrada na atual Nigéria. Há mais de cem anos que entraram ilegalmente na Alemanha após saques no período colonial.

1.130 bronzes do Benim que Alemanha começa a devolver à Nigéria

De entre os saques na região da Nigéria e Benim por tropas coloniais no século XIX, avultam os do exército britânico que arrasou o reino do Benim em 1897 numa dita "expedição punitiva".

Os bronzes do Benim que fizeram parte da pilhagem de 1897 tiveram diferentes destinos: uma parte terminou na coleção privada de diferentes oficiais britânicos; a Foreign Office vendeu uma quantidade importante que, posteriormente, acabaria em diferentes museus da Europa, principalmente na Alemanha, e dos Estados Unidos.

O Museu Britânico acolhe hoje mais de 700 peças, o Museu de Oxford 327. Mais de um milhar de peças que são reivindicadas pelos seus donos — enquanto o Reino Unido faz orelhas moucas.

Do Museu ’Quai Branly-Jacques Chirac’ em Paris, França para o Museu de Abomey na República do Benim: é o caminho de regresso, 128 anos decorridos, para os vinte e seis objetos culturais — pilhados por soldados franceses, no saque ao palácio real de Abomey em 1892.A transferência é, segundo a lei que Macron fez aprovar em 15 de maio de 2021, "uma derrogação limitada ao princípio essencial da inalienabilidade aplicável às coleções públicas francesas".

A decisão da devolução acontece após parecer favorável dum painel de peritos em arte africana, formado pela historiadora de arte Bénédicte Savoy, francesa, e o escritor senegalês Felwine Sarr. O trabalho de inventariação, ao longo de quatro meses, pelos dois especialistas conclui que há um total de 46 mil peças de arte da costa ocidental africana nos museus de França.

A maior parte desses objetos culturais, segundo o relatório apresentado ao presidente Macron e divulgado esta semana, "foram objeto de pilhagem durante a colonização francesa da costa ocidentaL africana, nos séculos XVIII e XIX".
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Fontes: BBC/Le Monde/L’Express.fr./DW.de/. Relacionado: Arte do Benim e Senegal que França começa a devolver, 23.jul.020; França-Ruanda: Macron pede perdão por genocídio de 1994 — Merkel idem por Namíbia colonial, 29.mai.021 Fotos (Reuters/AFP): Apenas a Alemanha deu luz-verde à devolução de mais de um milhar de peças levadas do antigo reino do Benim. São espólio nos museus franceses, tronos e totems dos reis de Abomey, no Reino de Daomé, mas apenas 26 estão a ser devolvidos. Em novembro, o primeiro-ministro francês Edouard Philippe devolveu ao presidente senegalês Macky Sall o sabre (espada mais flexível) pilhado no reino de Fuuta Tooro e que integrava as coleções do Museu Militar de Paris.

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