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112 anos da República Portuguesa: Democracia é"arma contra as ditaduras" e responde "às insatisfações e exigências de mais e melhor" 05 Outubro 2022

Este Cinco de Outubro, comemorativo do centésimo-duodécimo ano da instauração da República em Portugal, o presidente quebrou o jejum de três anos ditado pela Covid e discursou da janela dos Paços do Concelho de onde foi proclamada a mudança de regime.

112 anos da República Portuguesa:  Democracia é

A atenção toda vira-se esta manhã de quarta, tal como naquela terça-feira de há 112 anos, para o edifício da Câmara de Lisboa, de onde José Relvas na manhã do dia 5 de outubro de 1910 proclamou a República Portuguesa. Terminavam assim mais de sete séculos de Monarquia, iniciada com a Independência de Portugal em 1140. Dois anos antes do ’Cinco de Outubro’, os republicanos tinham chocado o mundo, com o regicído.

A celebrar a Implantação da República Portuguesa, como todos os anos desde 1910 na praça do Município, em Lisboa, o lugar da proclamação, o discurso do presidente tematizou a democracia como "a alternativa" que garante a "igualdade" e a "satisfação" dos anseios de todos.

Este ano em que a Europa vive a proximidade da guerra na Ucrânia, o presidente Marcelo lembrou que a democracia é arma contra as ditaduras.

E este ano, após três anos de Covid, bem se pode dar o co-protagonismo à varanda de onde o presidente teve uma audiência, como não se via desde 2019.


Monarquia desmoralizada.
Para os ideólogos e militantes republicanos que queriam um novo rumo para o país, a via para a mudança implicava derrubar a Monarquia. Um regime de 750 anos, com momentos de glória mas que — sobretudo após o "Ultimato" de 1889 e a perda de territórios em África, na partilha entre as potências coloniais segundo o Mapa Cor-de-Rosa, que relegou Portugal para um lugar secundário — perdera o fulgor até (quase) à extinção.

Em 1910, os Republicanos havia um quarto de século que lutavam para implantar o regime, depois de derrotas no parlamento e na frente de batalha, designadamente a do Porto em 31 de janeiro de 1890.

Regicídio de 1908 abriu caminho para a República em Portugal

Dois anos antes do ’Cinco de Outubro’, os republicanos tinham chocado o mundo, com o assassinato do rei D. Carlos e do herdeiro do trono D. Luís Filipe. Registe-se que este príncipe foi o único membro da realeza portuguesa que visitou Cabo Verde em mais de quatrocentos anos.
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Fontes: RTP/Fontes históricas. Fotos: (da Lusa, à d.ta) Presidente de Portugal, primeiro-ministro e outros governantes nos Paços do Concelho de Lisboa, na primeira sessão com público desde 2019. (MNAC, à esqª) Sufrágio, pintura de Veloso Salgado que celebra a vitória dos Republicanos nas eleições municipais de 1908.

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