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Mundo: 117 milhões de alunos continuam sem aulas devido à pandemia 19 Setembro 2021

Cerca de 117 milhões de alunos, ou seja, 7,5% da população escolar mundial, permanecem sem aulas devido à pandemia de Covid-19, alertou esta sexta-feira, 17, a Unesco, exortando os países a reabrirem as escolas em condições seguras.

Mundo: 117 milhões de alunos continuam sem aulas devido à pandemia

Sabemos que quanto mais tempo permanecerem encerradas as escolas, mais graves e irreversíveis são as consequências para o bem estar e a aprendizagem das crianças, em particular, os mais vulneráveis e marginalizados", declarou, em comunicado, a subdiretora de Educação da Unesco, Stefania Giannini, citado pela Agência Lusa.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) assinalou que os estabelecimentos de ensino estão a funcionar totalmente em 117 países, representando 539 milhões de alunos desde a instrução primária ao secundário, envolvendo 35% da população escolar mundial. "No mesmo período de 2020 esta percentagem era de 16%, quando apenas estavam abertas escolas em 94 países", cita a mesma fonte.

Recorde-se que no ano letivo anterior, o número de países onde as escolas abriram parcialmente passou de 52 para 41, e em cinco países, os centros de ensino estiveram totalmente encerrados durante 18 meses, afetando 77 milhões de alunos. A Unesco defende a "reabertura segura" de todas as escolas e indica que o encerramento total dos estabelecimentos deverá constituir o último recurso, conforme a nossa fonte, acrescentando que as escolas estiveram encerradas 18 semanas em média, em todo o mundo, desde o início da pandemia, "um número que aumenta para 34 semanas se forem considerados os encerramentos parciais".

Segundo o organismo, citado pela Lusa, os encerramentos prolongados e recorrentes nos últimos dois anos implicaram um atraso na aprendizagem e fizeram aumentar a taxa de abandono escolar, afetando de forma desproporcionada os mais vulneráveis. "O aumento das medidas de higiene e proteção face ao vírus, e a vacinação, foram essenciais para a reabertura, sublinha a organização", cita a mesma fonte.

Em 80 países foi concedida prioridade à imunização de professores, que englobou um total de 42 milhões de pessoas, para além da administração da vacina em muitos países a alunos maiores de 12 anos, uma medida que o organismo considera "crucial". "A Unesco também insiste para que todos os países considerem os professores como um setor prioritário para as campanhas de vacinação", escreve a nossa fonte.

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