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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

12.9 Réplica de quem se pergunta 12 Setembro 2022

Contei e tu deixaste de contar
Tenho dez anos
nesse primeiro aniversário teu que eu nem sabia

12.9 Réplica de quem se pergunta

Tenho dez anos

Tenho saudade sem fala
e escrevo mantenhas a pedido
A saudade calada do que ficou
tê-la-ás sentido?, ou you shall have it
Da tua terra, imperativa como a minha

Saudade predestinada no nosso DNA da despedida

Mas essa derradeira só é sentida por quem ficou
E vira arte que é metamorfose com eufonia
Do lírico a cantar que morrem jovens os que os deuses amam
se for Pessoa na Conversa Acabada com o amigo Mário
Ou se for Luiz, com z, e í, como na ponte duzorgu,
mas o de Camões dirá dos que da lei da morte se vão libertando
de modo epopaico

Como são amados até desmaculados
os grandes que se vão!

Grandeza de pompas-exéquias de London Bridge
emitidas em tik-toks à velocidade da luz
Em sessenta anos de preparos para consumir no luto nacional
E se há justiça nos campos elísios de Virgílio Maro, ela não entrará
E por cá o povo a olvidará como merece

Amado e perdoado, tu, tens a nossa saudade, (h)erói di povu!

Finda
Qual foi o seu Destino, de quem viu e do que viu?
"— Uma pombinha! Eco de há dez vezes quatro anos
Hoje só a dança do vento faria da folha
Pombinha dançante aos olhos anciãos
É a mãe da mãe da mãe de volta à infância
Que vê na begónia alta de seis pés que é coisa rara
A risca branca a dividir as duas elipses da folha
Até à verde cauda cinza contra a luz coada
Mais a dança do vento no círculo infinito".
Completo o ciclo, entraram no Infinito.

MLL

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