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13 anos depois do desaparecimento de Maddie McCann polícia já tem suspeito formal 03 Junho 2020

A notícia está a correr mundo: a Polícia Judiciária de Portugal, a britânica Metropolitan Police de Londres e a polícia alemã, que têm trabalhado em segredo nos últimos anos, nunciaram hoje (4ªfª, 3) ter identificado um suspeito formal do rapto e morte de Madeleine ’Maddie’ McCann, a menina inglesa desaparecida em 3 de maio de 2007 no Algarve, quando tinha apenas três anos.

13 anos depois do desaparecimento de Maddie McCann polícia já tem suspeito formal

O suspeito é um alemão de 43 anos, que terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007 e que está atualmente preso no seu país a cumprir pena por outro crime, de violação de uma mulher.

Registado como predador sexual, esse alemão estava na praia da Luz quando Maddie desapareceu, diz a imprensa de referência.

O desaparecimento mais mediatizado e a busca que teve mais apoios

Apelos e doações de celebridades como Cristiano Ronaldo, David Beckham, J.K. Rowling, Oprah, Collen McLoughlin (menino-ator de Sozinho em Casa)...

Buscas financiadas em mais de 3 milhões de libras só no primeiro mês. Philip Green, um bilionário britânico de origem judaica, foi o primeiro a oferecer apoio material aos McCann. Anunciou a oferta de 250 mil libras) mais de 30 mil contos) a quem desse informações sobre a criança desaparecida. Pôs o avião privado à disposição do casal para as suas constantes deslocações em busca da filha.

Em 16 de maio, um antigo astro do râguebi britânico criou um fundo, Madeleine’s Fund: Leaving no stone unturned (Fundo Madeleine: nenhuma pedra intacta)

Ao dar por concluída a investigação em 2017, a polícia britânica divulgou ter gasto mais de 13 milhões de libras nesses dez anos. Entretanto, uma equipa reduzida da Scotland Yard continua a investigador, com prazo até setembro próximo.

Pistas múltiplas

A 5 de maio, 36 horas depois do desaparecimento, a PJ dizia em conferência de imprensa haver um "esboço" de um eventual suspeito, cuja existência foi sucessivamente reiterada até que, oito dias depois no dia 13, a PJ admitiu que não tinham nenhum suspeito em vista.

A 15 de maio, Robert Murat, de 33 anos foi constituído arguido. Não foi detido, mas até 23 de maio esteve a ser investigado e pessoas próximas dele também foram ouvidas. Em entrevista a um diário britânico, queixou-se de estar a servir de "bode expiatório" para a ineficiência da PJ.

Em setembro, quatro meses depois do desaparecimento da filha, os McCann, ambos médicos, foram constituídos arguidos. A tese da PJ de que se tratava de homicídio acidental por negligência ou excesso de medicação calmante. Baseavam-se em exames que mostraram fluidos corporais com o ADN da menina encontrados num carro alugado pelos McCann três semanas depois do desaparecimento.

As relações entre os McCann e a PJ deterioraram-se, em especial quando foi divulgado que o casal contratara, em maio, os serviços de uma agência de investigação, sem dar disso conhecimento à PJ, o que é ilegal. Após meses de investigação, os agentes que eram ex-operacionais dos serviços secretos britânicos e dispunham de meios superiores aos da polícia portuguesa, deixaram o caso sem o resolver.

Seguiram-se ao longo dos anos várias notícias de avistamentos — em Portugal, Espanha, Suíca, Marrocos, Índia. Investigados, uns revelaram-se falsos e outros não puderam ser rastreados.

Quem é o suspeito detido?

O nome não é referido. Mas as descrições ontem (3ªfª, 2) na imprensa alemã tornam crível que se trate do suspeito Murat. "Viveu no Algarve entre 1995 e 2007". "Sem emprego conhecido".

Fontes: DW.de/BBC/Euronews

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