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1969-2019 — Famoso "pela alunagem que nunca fiz", diz Edward Dwight Jr 27 Dezembro 2019

O quinquagésimo aniversário da primeira alunagem — um pequeno passo para Neil Armstrong, um grande passo para a Humanidade — celebrado ao longo deste ano fez luz sobre Ed Dwight, engenheiro aeronáutico e piloto da Força Aérea selecionado para astronauta em 1961, aos 27 anos. Capa de revistas como a ’Ebony’, ’Sepia ’ (na foto) e outras, tornou-se famoso como o primeiro candidato a astronauta afroamericano, na América do presidente Kennedy.

1969-2019 — Famoso

«Era o tempo do dr. Martin Luther King e disseram-me: "Esta é a oportunidade para mostrares que o afroamericano pode ser um cientista, pode ser um astronauta". Era um sonho muito romântico!», relembrou ao ser entrevistado pelo jornal TDP-The Denver Post, editado na cidade onde reside, desde 1966, Dwight nascido em Kansas City em setembro de 1933.

Entre 1961 e 1966, o então capitão da Força Aérea esteve cinco anos como candidato a astronauta no centro da NASA. Em 1966, a NASA não o selecionou.

Dwight denunciou então a política racial da NASA que o excluíra, mas mais de meio século depois reconhece que o assassínio de Kennedy foi determinante na sua exclusão. O presidente Johnson escolheu outro piloto da USAF, Richard Lawrence, como candidato afroamericano.

Afastado da corrida à Lua, Dwight decidiu dar por terminada a carreira na Força Aérea. Passou a trabalhar no setor privado, como engenheiro e empresário, formou-se em Artes Plásticas, com especializações em fundição.

Em 1974, aos quarenta anos, afirma, "escolhi ser o artista que sempre fui, desde os dois anos de idade".

Desde a sua primeira escultura pública do afroamericano George Leslie Brown (1926-2006), então senador e futuro governador do Colorado (1975-79), o carro de Dwight passou a exibir a placa de matrícula "SCULPTR" que indica a sua nova vida.

Com várias obras encomendadas por entidades públicas, os temas principais das suas esculturas são figuras da história afroamericana — com destaque por atletas, a começar pelo seu pai, Ed Dwight Sr.

Primeiro afrodescendente cosmonauta: URSS venceu EUA

A reportagem do NYT, de 16 de julho e a do TDP, de 5 de julho, sublinham um facto que é raro ser apresentado relativo à aventura exoplanetária, nos anos sessenta implusionada pela rivalidade comunismo versus capitalismo: quem registou o primeiro afrodescendente cosmonauta foi a União Soviética.

Em 1980, Arnaldo Tamayo Mendez, nascido em Cuba, foi a primeira pessoa de ascendência africana a viajar no espaço. Seguia-se três anos depois o afroamericano Guion Bluford.

Por seu lado, Dwight acredita que através da sua criação artística desde 1974 tem conseguido combinar as suas duas paixões: a arte e a cosmonáutica.

"No meu treino na NASA, pude ter visões do espaço e da Via Láctea que de outro modo eu nunca teria tido".

Fontes: TDP/NYTimes -https://www.nytimes.com/2019/07/16/us/ed-dwight-was-set-to-be-the-first-black-astronaut-heres-why-that-never-happened.html. LS

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