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1º ’Sir’ de Portugal: banqueiro Horta-Osório nobilitado pela Rainha Isabel por ajudar a recuperar Lloyds 07 Fevereiro 2022

António Horta-Osório recebeu no Castelo de Windsor o título de ‘Sir’/Cavaleiro da Casa Real Britânica pelo trabalho desenvolvido à frente do Lloyds Bank. É a primeira vez que um cidadão português recebe o título nobiliárquico inglês.

1º ’Sir’ de Portugal: banqueiro Horta-Osório nobilitado pela Rainha Isabel por ajudar a recuperar Lloyds

O banqueiro recebeu o título atribuído pela Rainha Isabel II a quem prestou um serviço excecional ao Reino Unido.

A cerimónia decorreu no castelo de Windsor e foi a princesa Ana, a única filha da rainha, a encarregada de entregar a condecoração.

"Estou profundamente honrado por receber um prémio com tamanho prestígio. Passei mais de metade da minha vida profissional no Reino Unido e foi um privilégio ter liderado o Lloyds Banking Group durante uma década", disse Horta-Osório, numa declaração escrita enviada à imprensa.

A atribuição deste título, anunciada em junho transato — quando Osório concluiu o trabalho no banco sediado em Londres — , foi justificada com "os serviços prestados no setor financeiro".

Segundo as fontes da referência, António Horta Osório conseguiu que o Lloyds Bank, nacionalizado durante a crise do subprime, voltasse a ser privado. Com isso, foi devolvido ao Estado inglês todo o dinheiro dos contribuintes — £20,3 bn, equivalente a mais 2,6 mil milhões de contos — injetado durante a crise.

O banqueiro tem sido notícia também por ter sido recentemente afastado da presidência do Crédit Suisse, para a qual fora nomeado há nove meses. Em causa, o facto de que o português foi apanhado a furar as regras de quarentena por duas vezes.

A primeira aconteceu em julho de 2021, quando Osório foi a Londres para assistir às finais do Euro em Wimbledon e não cumpriu a quarentena obrigatória no Reino Unido.
Em novembro, voltou a não cumprir o prazo de isolamento obrigatório na Suíça, ao sair do país antes de completar os dez dias de quarentena.

As infrações resultaram também na condenação, na Suíça, ao pagamento de uma multa de dois mil francos suíços (cerca de 200 mil CVE).

Fontes: Economia Online/Dinheiro Vivo/.

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