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1º decénio de Património Mundial — Rápida só especulação com terrenos no berço ’criolo’ 26 Agosto 2018

A Morna candidata a Património Cultural Imaterial sob apreciação na lista de 2019, informa o site da Unesco, desde março (e em novembro iremos saber). Isto lembra-nos que o ’Património Mundial’ que é a Cidade Velha atraiu novos residentes e comerciantes, mas pouco mudou a vida da população autóctone.

1º decénio de Património Mundial — Rápida só especulação com terrenos no berço ’criolo’

Oxalá o país no que concerne os governantes tenha aprendido com a situação da Cidade Velha — “centro histórico que data do século XV e testemunha a presença colonial da Europa na África e a história da escravatura” — que já caminha para o seu décimo aniversário como Património Mundial.

O ’Património Mundial’ que é a Cidade Velha atraiu novos empreendimentos, mas pouco mudou a vida da população autóctone.

A mudança visível está em que a atribuição da categoria foi acompanhada de especulação imobiliária, com o metro quadrado de terreno a trinta mil escudos, como publicitado neste semanário em 20.5.2016.

O anúncio de “dois tractos de terreno 5 e 6, bens a vender numa execução judicial à ‘Cape Verde Solutions — empreeendimento Vila Jardins do Oceanos’ com: "tracto de terreno com 3.429,576 m2, sito em Santa Marta, Cabo Verde Ribeira Grande de Santiago, confrontando a sul com a via marítima (...) e tracto de terreno com 17.147,28 m2, sito ibid. valor base da venda: 573.129.313 CVE".

Feitas as contas, mais de meio milhão de contos, o metro metro quadrado de terreno a trinta mil escudos.

Só o anúncio, não houve investigação de espécie nenhuma, nem sequer jornalística.


Prognósticos sobre a Morna candidata a... "cultue"

Morna candidata e vencedora deseja a maior parte dos cabo-verdianos. E não só, também os amantes da morna, que conquistou espaço internacional como variedade musical que identifica Cabo Verde, desde pelo menos o século XIX. Este património cultural da nação construído por grandes figuras (só menciono os que da lei da morte se libertaram) desde compositores como Eugénio Tavares e B. Leza e vozes de ouro como a Cesária Évora e Ildo Lobo.

A candidatura esteve envolta em algumas polémicas, como a do primeiro logotipo que teria sido plagiado e acabou desclassificado. O logotipo atual é muito menos conhecido.

Sem polémica, mas haveria razão para isso, são os indícios de que a candidatura pode ter sido apressada, no sentido de descuidada. Uma rápida visita ao site da Unesco mostra isso mesmo, num slogan de meia dúzia de palavras e um erro que só não vê quem não quer ….ou.... haverá outra explicação? Oxalá esse "cultue" não nos faça perder a distinção.

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