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2ª Vice-presidente do PAIGC: “RECONHECEMOS ÚMARO SISSOCO EMBALÓ COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECONHECIDO PELA CEDEAO” 22 Maio 2020

A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Maria Odete Costa Semedo, disse esta quinta-feira, 21 de maio de 2020, que o seu partido reconhece Úmaro Sissoco Embaló como Presidente da República da Guiné-Bissau reconhecido pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

2ª Vice-presidente do PAIGC: “RECONHECEMOS ÚMARO SISSOCO EMBALÓ COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECONHECIDO PELA CEDEAO”

A dirigente dos libertadores falava aos jornalistas à saída de uma reunião separada que manteve com os representantes os partidos políticos que detêm assento no Parlamento, designadamente: MADEM, APU-PDGB, PRS, UM e PND, com o intuito de encontrar uma solução que leve à formação de um governo de base alargada dirigido pelo PAIGC, integrando todos os partidos representados na Assembleia Nacional Popular (ANP).

Paz e governo do PAIGC de base alargada

Semedo diz que o partido quis assim cumprir com a recomendação da CEDEAO que, no seu mais recente comunicado, pediu às autoridades nacionais que criassem as condições necessárias para a formação de um novo governo, o mais tardar até amanhã (22 de maio), respeitando à Constituição e os resultados das eleições legislativas de março de 2019.

Odete Semedo disse aos jornalistas que o PAIGC reconhece que ainda há um contencioso no Supremo Tribunal de Justiça, mas neste momento essa matéria não constitui a prioridade do partido.

“É do conhecimento dos guineenses que há um contencioso no tribunal, mas neste momento isso não é a nossa prioridade. O Tribunal não está a funcionar e o país não pode parar. Se houver a necessidade de contribuirmos para o avanço do país, enquanto aguardamos o pronunciamento do tribunal, não tem problema, mas se concluirmos que há uma cedência feita ao ponto de aceitá-lo como Presidente ou não…No PAIGC funcionam órgãos e a decisão não é tomada pelo presidente Domingos Simões Pereira, nem pelos seus vices, mas pelos os órgãos do partido”, explicou na sua declaração à imprensa.

Sobre a reunião separada mantida com os representantes dos partidos, disse que apresentaram a proposta que visa a criação do governo de base alargada, porque ” foi-nos pedido…” Frisou que o seu partido sempre é parte da solução de problemas e quer contribuir para que haja a paz social. Por isso, entende que a paz social pode ser encontrada apenas na base do diálogo, através da auscultação das forças políticas, em particular aquelas que têm o assento no parlamento.

“Alguns mostraram abertura e vontade. Outros mostraram menos abertura, mas as portas estão abertas e vamos continuar a fazer o trabalho, transmitir aquilo que o PAIGC sempre se propôs fazer, depois de ter recebido o pedido de apoio para a busca de solução”, contou.

Questionada se o partido conseguiria encontrar uma solução para cumprir com o prazo indicado para a formação do governo, Odete Semedo esclareceu que não lhes foi pedido a formação do governo.

“Nós fomos recebidos no Palácio da República e o que nos foi pedido é a nossa participação ou o nosso apoio na busca de solução. Para nós, buscar solução passa por auscultar todos os partidos políticos com o assento parlamentar e apresentar a solução de um governo de base alargada. Nós poderíamos simplesmente dizer que ganhamos as eleições e temos uma maioria confortável no parlamento, portanto vamos solicitar que o nosso governo seja reposto. Não fizemos isso, atendendo que há outros cenários que se nos afiguram, por isso dissemos que a situação é esta e vamo-nos adaptar a ela”, espelhou.

PARTIDO UM

Por sua vez, o líder da União para a Mudança, Agnelo Regalla, disse aos jornalistas que o seu partido está disponível para negociar com os libertadores, mas defendeu que a mesma deve basear-se no quadro da legalidade.

“Nós fazemos parte de um acordo de incidência parlamentar que envolvia o PAIGC, APU-PDGB, PND e a UM. Um acordo que conferiu uma maioria ao PAIGC, naquela altura, como vencedor das eleições legislativas, o que fez com que se traduzisse na composição dos órgãos da Assembleia Nacional Popular. Fica claro que as maiorias são aferidas no início da legislatura e tem o impacto na composição dos órgãos do parlamento, portanto a regra do jogo não pode ser alterada no meio do jogo. Tem que ser definida antecipadamente”, explicou.

PARTIDO PUN

O representante do Partido da Nova Democracia (PND), Abas Djaló, assegurou que apresentará a proposta do PAIGC à direção do partido para análise e, posteriormente, formalizará uma posição sobre o assunto. Contudo, lembrou que o seu partido é um dos assinantes do acordo de incidência parlamentar que sustentava o governo do PAIGC.

“Pensamos que não haverá grandes dificuldades em encontramos um entendimento para tirar o país da situação em que se encontra. Sempre defendemos um entendimento interno, o que nos permita fazer a revisão da Constituição e das reformas que o país almeja. Precisa-se de um entendimento entre as partes”, frisou.
Fonte: O Democrata

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