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3.600.000 casas entregues — A outra face do regime venezuelano 27 Julho 2021

Cinco milhões de casas para a classe média-baixa até 2025: esta foi a promessa que o governo venezuelano fez em 2011. Na quinta-feira atingiu o número três milhões e seiscentos mil, com a entrega no município de Santa Rita das últimas cinquenta e duas casas. Até dezembro, "mais quinhentas casas" serão entregues apesar da epidemia e do boicote dos Estados Unidos, promete o executivo liderado por Maduro.

3.600.000 casas entregues — A outra face do regime venezuelano

A GMVV-Gran Misión Vivienda Venezuela/Grande Missão Casa Venezuela para dotar com casa própria cinco milhões de famílias venezuelanas é uma campanha lançada em 2011, por ocasião do ducentésimo aniversário da República Venezuelana, comemorada a 5 de julho.

Tal como esta quinta-feira, 22, em que o ato da entrega foi apresentado na televisão pública, as sucessivas entregas têm sido mediatizadas com a presença virtual do presidente Nicolás Maduro e do ministro da Habitação e Indústrias no local.

Em 31 de dezembro de 2015 fez-se a entrega do primeiro milhão de lares construídos. Em 20 de março de 2018, atingiu-se os dois milhões.

"Em 20 anos de revolução, entregámos mais de três milhões de casas ao povo humilde como direito humano e social da família", afirmou o presidente Maduro.

Venezuela contorna embargo

Com as sanções a manterem-se no pós-Trump, a Venezuela continua a utilizar diversos estratagemas para contornar a situação, escrevem dois jornais espanhóis — o El País e o site venezuelano Armando.info — citados pelo Le Monde.

Segundo a investigação jornalística publicada em 13 de junho e retomada este 23 de julho, as autoridades da Venezuela concertaram com dois empresários mexicanos, José Adolfo Murat e Joaquin Leal, um programa que passa pela criação de uma vasta rede para possibilitar a troca de mercadorias.

Recorde-se que em 28 de abril de 2019, a administração Trump decretou o fim de exportação da estatal petrolífera venezuelana PDVSA-Petróleo de Venezuela SA para os Estados Unidos. A proibição estende-se ao direito de comerciar com qualquer empresa relacionada com os Estados Unidos.

Estas sanções que continuam vigentes na era Biden fazem com que o contrato entre o Estado venezuelano e os privados mexicanos tenha muitas zonas de sombra, segundo a reportagem. Uma delas é o seu financiamento que se eleva a 200 milhões de euros.

São ambiguidades que as fontes referem ser necessárias para evitar penalizações aos intermediários. "Se os Estados Unidos nos deixassem jogar com fair-play, as coisas seriam diferentes".

Segundo os dois órgãos hispanófonos, o programa tem o aval do presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, reeleito em 2018.

Fontes: Referidas/Telesurtv.net/Venezuel Televisión/ Facebook da presidência.

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