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"3? Não, que 1 já dá trabalho" — China aprova política dos 3 filhos, mas pais dão de ombros 02 Junho 2021

A República Popular da China confrontada com uma muito baixa taxa de fecundidade, de 1,3 filho por mulher, decidiu em 2016 reverter a política do filho único vigente no país desde os tempos de Mao Tsé-Tung. Cinco anos depois, constata-se que a autorização tem tido pouco acolhimento entre os casais chineses. Esta semana, o Politburo chinês aprovou uma lei que alarga o número de filhos por casal até três.

Pobres têm mais filhos?

O azul do mapa da fecundidade mundial — elaborado através de diversos estudos, designadamente os do Banco Mundial — mostra os países cujo nível de renovação geracional demográfica está abaixo do mínimo de dois filhos por mulher.

Estão em risco de perder a capacidade de renovação todos os países desenvolvidos — membros da União Europeia, Estados Unidos, Canadá...com taxas entre os 1,3 e 1,8 filhos por mulher — enquanto que os países mais pobres quadruplicam esse número.

Por exemplo, o Chade atinge os 7,2 filhos por mulher. A África subsaariana tem uma média de quatro filhos por mulher.

Entre os países lusófonos, Angola regista 6,2 filhos por mulher, Timor-Leste 5,5, Moçambique 5,2, Guiné-Bissau 4,6, São Tomé e Príncipe 4,5, Cabo Verde 2,3. Estão abaixo do mínimo da renovação o Brasil, com 1,7 e Portugal 1,4 — um dos níveis mais baixos não só da Europa mas do mundo.

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