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4 israelitas detidas como espias pró Irão 17 Janeiro 2022

O primeiro-ministro Naftali Bennett enalteceu o serviço de inteligência que pôde coarctar "a atividade terrorista do Irão". Um "inimigo do Estado de Israel que ataca a nossa segurança e vai mais além na tentativa de influenciar cidadãos de Israel, para dividir a nossa sociedade, para minar a estabilidade política e a confiança do público no governo".

4 israelitas detidas como espias pró Irão

As quatro cidadãs enviaram fotos e informações, que os serviços oficiais israelitas acreditam "podem ter sido usadas em ações terroristas". O seu recrutador é o iraniano Rambod Namdar (foto) que se fez passar por um judeu a residir no Irão. Elas, apesar de terem suspeitado dele, acabaram por aceitar colaborar com ele por dinheiro.

As imagens captadas, "ao longo de vários anos", incluem as missões diplomáticas dos Estados Unidos em Telavive e Jerusalém, um centro de votação, um gabinete do Ministério da Administração Interna e um shopping center.

Segundo os media israelitas, as quatro detidas vão responder por "crimes graves, que atentam contra a segurança nacional".

Em estado de choque

Keti Shitrit deputada do Likud expresso o seu choque ao saber que foi alvo de espionagem.

"Fiquei em choque" quando o serviço de segurança nacional chamou no dia 12 para lhe dizer que tinham filmes dela, disse a deputada do partido trabalhista à imprensa.

Keti Shitrit (foto) relatou que uma das implicadas a contactou e encontraram-se num shopping, há alguns meses.

"Ela pediu-me que a ajudasse a resolver alguns problemas com o filho. Pelo que percebi, era algo relacionado com o serviço militar". Em nenhum momento se deu conta que estava a ser filmada.

A investigação apurou que o iraniano tinha instruído a mulher de meia-idade para filmar a deputada em circunstâncias embaraçosas que a comprometessem, mas que a espia não conseguiu. Outra indicação era que envolvesse a deputada, de modo a que ela a ajudasse a transferir o filho soldado para uma outra unidade, que lida com assuntos de segurança nacional. Impossível já que a deputada mostrou-lhe que isso não dependia dela.

Fontes: Times of Israel/AP /Haaretz. Fotos (BBC/Getty): A embaixada dos Estados Unidos em Telavive (antes de transferida para Jerusalém). O recrutador. Keti Shitrit.

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