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412 detidos e 133 feridos em “Paris a arder” — Injustiça fiscal move ’coletes amarelos’ indignados com ’Macron presidente dos ricos’ 03 Dezembro 2018

A manhã deste domingo, 2, na Place Étoile e outras áreas próximas do turístico Arc-du-Triomphe, exibiu as marcas da violência que voltou a marcar os protestos de 75 mil manifestantes ’coletes amarelos’ em Paris e outros locais de França no sábado, 1º de dezembro. O presidente pronunciou-se no início da tarde sobre a necessidade de uma solução política ao movimento que se levantou contra mais impostos nos combustíveis.

412 detidos e 133 feridos em “Paris a arder” — Injustiça fiscal move ’coletes amarelos’ indignados com ’Macron presidente dos ricos’

Os graffiti no Arco do Triunfo e no monumento ao Soldado Desconhecido, edifícios incendiados, carros reduzidos a cinzas, lojas pilhadas (foto): tudo isto foi constatado pelo presidente francês na manhã de domingo, horas depois de regressar da Cimeira G20 na Argentina.

Na véspera, “Paris esteve a arder”, como relataram órgãos de imprensa internacional, decerto com algum exagero à mistura, mas que não esconde que este é um dos problemas sociais mais sérios dos últimos decénios.

Emmanuel Macron, depois de saudar “as forças da ordem e bombeiros”, seguiu para a reunião extraordinária no Eliseu, com o primeiro-ministro, Edouard Philippe, o ministro da Administração Interna, Christophe Castaner, e "os serviços competentes".

Cerca das quatro horas da tarde em Paris (menos duas horas em Cabo Verde), o presidente pronunciou-se sobre a decisão do Conselho de Estado reunido, desde o meio-dia, para decidir sobre o estado de urgência no país.

De ’coletes amarelos’ contra o preço da gasolina até reivindicações de todas as camadas

As manifestações vindas a público nos últimos dias mostram a transformação dos protestos dos ’coletes amarelos’ em algo novo.

O movimento de protesto da classe média que o macronismo esqueceu — a dos pequenos agricultores, dos funcionários e trabalhadores que se queixam de "aumentos de impostos sobre os rendimentos médios enquanto os ricos têm baixas de impostos" — está a transformar-se num movimento social mais amplo, com novas reivindicações saídas dos anseios e inqueitações de pensionistas, estudantes, pessoas sem etiqueta mas alarmadas por fenómenos como a contaminação dos alimentos ligada — efetivamente ou tão-só percecionada — aos glifosatos. Fontes: Wall Street Journal/Financial Times/Le Monde/ Televisões

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