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43 anos de Independência: Oposição destaca falhas graves na governação, mas MpD considera que País tem razões sobejas de estar feliz 05 Julho 2018

Os dois partidos da oposição com assento no Parlamento, PAICV e UCID, respectivamente evocaram, hoje, o papel de Amílcar Cabral na luta histórica para a Independência Nacional e criticaram as falhas graves do actual Governo de Ulisses Correia e Silva sustentada pelo MpD, , com foco na grave situação social reinante no campo por causa de falta de medidas eficientes para mitigar o impacto da seca e na insegurança no país com desaparecimento de sete pessoas, sendo quadro das quais crianças. Mas o partido no poder fez uma leitura diferente, realçando que Cabo Verde tem razões sobejas para estar feliz pelos resultados conseguidos na luta para vencer os principais desafios.

43 anos de Independência: Oposição destaca falhas  graves na governação, mas MpD considera que País tem razões sobejas de estar feliz

Discursando na sessão solene alusiva ao 43º aniversário da Independência Nacional, que decorreu no palácio da Assembleia Nacional, na Cidade da Praia, a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), afirmou que o 5 de Julho é o maior marco histórico de Cabo Verde, porquanto, “simboliza o fim de uma épica luta durante séculos de estruturação”.

Num discurso sereno mas a cortar diante dos vários questionamentos feitos, Janira Hopffer Almada criticou a governação alegadamente ineficiente de Ulisses Correia e Silva. Lamentou a “perda de vidas humanas por falta de socorros” – numa alusão aos recentes acontecimentos na ilha da Boa Vista -, alegando que o “Governo está a desresponsabilizar-se” perante esse facto, cuja gravidade da situação “é da maior desumanidade e que merece a maior reprovação da sociedade”.

Segundo a Inforpress, Janira Hopffer Almada manifestou, ainda, a sua preocupação relativa à falta da segurança e tranquilidade pública no país, pelos seus contornos, pela sua gravidade e pela sua complexidade. Criticou ainda a forma como a “política externa está a ser conduzida, quer nas relações bilaterais, quer junto das organizações internacionais”, sublinhando que existem “vários desencontros, desacertos e desafinações” com importantes perdas para a credibilidade e imagem de Cabo Verde no plano internacional.

Já o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), iniciou a sua intervenção prestando tributo à memória de Amílcar Cabral e a todos quantos contribuíram para a liberdade e a implantação do regime democrático, e sem esquecer o passado da luta contra as limitações, agruras e sacrifícios.

António Monteiro alertou que “com a implantação do regime democrático prevalecem tentativas e tentações totalitárias que permitem o uso e abuso do poder e, opções por políticas” que nem sempre vão ao encontro dos desafios concretos que se colocam ao País, e lamentou que actores políticos não sejam responsabilizados por “tamanhos erros cometidos”.

Totalitarismo e reformas necessárias

O líder da UCID considera que o contributo dado pela cooperação internacional não tem estado a surtir efeitos desejáveis na prática, e que se traduzem em parcos resultados que, a seu ver, impedem o País de atingir os níveis de crescimento e desenvolvimento capazes de garantir a sua sustentabilidade, a redução do endividamento e da sua dependência externa.

Por sua vez o líder do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), disse que se celebra hoje “com merecido orgulho os 43 anos da Independência Nacional”, e que os olhos devem ser postos nos grandiosos feitos do “valoroso povo” residente nas ilhas e países de acolhimento, com consciências de importantes desafios e oportunidades.

Rui Figueiredo realçou o percurso feito pelo País de 1975 a esta parte, alegando que em tão pouco tempo Cabo Verde conseguiu conquistar lugares antes inimagináveis, “em democracia e liberdade, em reconciliação plena com a história feita”, e apelou à união de todos, sem exceção, em torno dos grandes desígnios nacionais.

O caminho a trilhar, segundo Figueiredo, obriga a empreender reformas de grande alcance em todos os sectores, mediante um forte investimento para se levar a bom porto “os programas de desenvolvimento” destinados a “garantir, verdadeiramente, a sustentabilidade do País, pondo-o a salvo das inúmeras ameaças que pairam sobre o mundo”. C/Inforpress

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