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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

48º ano da Revolução que derrubou a ditadura e abriu via da Independência — Ideias novas, palavras de sempre 25 Abril 2022

O que fizemos e o que fazemos para merecer a liberdade devolvida em abril? Esse avril au Portugal, esse do Chico Buarque, esse do "Hora Dja Chiga/Ora dja txiga ... O do começo da renovação das palavras: a gaivota passou a ser a das asas da livre expressão; a paz passou a significar o refrão na canção revolucionária doravante omnipresente.

48º ano da Revolução que derrubou a ditadura e abriu via da Independência — Ideias novas, palavras de sempre

48º ano da Revolução que derrubou a ditadura. Hoje livres para atirar a boa pedra que tira do seu torpor o charco, nós com toda a inteligência que a distância alcança, interrogamo-nos.

Em abril há quase meio século antevíamos já passar da bata branca para a azul-céu que marcava a entrada no ciclo, daí a menos de seis meses – parecia então uma eternidade.

Em abril, começou a renovação das palavras. A gaivota já não era a do Fernão Capelo Gaivota, na capa do livro na estante da sala ao lado da aula da quarta classe. A gaivota que sonhava voar por voar.

Paz, do ‘deixa-me em paz’ das duas ou três línguas do quotidiano, passou a ter outro significado: era o refrão na canção revolucionária que passou a estar omnipresente.

O que fizemos para merecer a liberdade devolvida em abril?, porque — lembrou-se por aqui — "só praguejar aquele fascismo de há 80 anos não basta". "Há que ter muita coragem e inteligência, para enfrentar este fascismo democrático, selvagem".

Fotos: Livres não, mas aliviados da pandemia: o povo e os seus representantes na Assembleia da República Portuguesa a festejar em presença.

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