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13º dia pós-1ª ronda de negociações em Minsk — Bielorrússia firme pró-Putin 14 Mar�o 2022

A relação é umbilical: Bielorrússia significa "Rússia Branca", localizada mais perto do continente "branco". Há três segundas-feiras foi mais uma vez provada a relação estreita: a delegação russa foi a primeira a chegar à capital da Bielorrússia, país que referendara na véspera, domingo, o apoio à Rússia que permite instalar armas nucleares russas no país vizinho a oeste. Horas antes, o presidente ucraniano que cedera à escolha de Putin sobre o lugar do encontro marcou pontos com o lançamento da página na Internet com "informação exclusiva para familiares dos soldados russos mortos" durante a invasão, já que a Rússia não divulga as suas perdas.

13º dia pós-1ª ronda de negociações  em Minsk — Bielorrússia firme pró-Putin

A Rússia no quinto dia da invasão à Ucrânia enviou uma delegação a Minsk para "conversação". O presidente ucraniano, que preferiria a fronteira com a Polónia — e depois contrapôs com um espaço neutro em vez da Bielorrússia, tradicional aliada russa — tinha, ao final da tarde de domingo, cedido à primeira escolha de Putin.

Uma revisão dos acontecimentos dessa primeira semana mostra que desde a quarta-feira 23, Volodymyr Zelenskyy defendera a via diplomática no que era apoiado pela União Europeia.

Na madrugada de quinta-feira 24, Putin deu início ao ataque contra a Ucrânia. Uma ofensiva que "chocou o mundo", mas que contou com o apoio maioritário bielorrusso.

É certo que, como destaca a oposição a Lukashenko, milhares de bielorrussos saíram às ruas a 27 de fevereiro (e centenas foram detidos), não apenas em protesto contra o referendo constitucional que nucleariza o país mas também "para exprimir solidariedade com a Ucrânia".

Página da Ucrânia para russos enlutados

As autoridades ucranianas destacam-se, desde sábado, pelo lançamento de uma página na Internet com "informação exclusiva para familiares dos soldados russos mortos" durante a invasão, já que a Rússia não divulga as suas perdas.

Referendo

A participação no referendo constitucional de domingo 27 na Bielorrussia, rejeitado pela oposição, atingiu 78,61%, de acordo com a Comissão Central de Eleições do país.

"A participação foi de 78,61% do número total de eleitores com direito de voto, ou seja, cerca de sete milhões de pessoas, e 42,93% votaram antecipadamente na consulta, cujos primeiros resultados foram anunciados no mesmo dia, detalhou a entidade.

"Não há escolha entre ’sim’ e ’não’, é uma escolha entre Lukashenko e Lukashenko", disse a líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaya. Ela classificou o referendo como "ilegítimo" e incapaz de resolver a crise política e económica que o país atravessa.

Duas centenas dos que manifestaram contra o referendo foram detidas, denunciou a ong Centro de Direitos Humanos Vesna.

Nos seus 27 anos no poder, o presidente Alexander Lukashenko alterou a Constituição duas vezes, uma em 1996 e outra em 2004, que passou a limitar os mandatos presidenciais a dois, de cinco anos cada, e impede a perseguição judicial do atual líder bielorrusso.

A cláusula do máximo de dez anos de mandato não se aplica ao atual presidente, que se quiser pode concorrer novamente à reeleição. Lukashenko, ex-dirigente na antiga república soviética da Bielorrússia poderá continuar como chefe de Estado até 2035, garantem os geoestrategas.

Putin que esperava ganhar

A invasão russa à Ucrânia dividiu o mundo, enquanto um e outro país litigante defendem as respetivas posições. Países terceiros mantêm divergentes posições, ora pela legitimidade/ilegitimidade da opção russa que alega estar a defender o seu território cercado e sem saída para o mar.

Entretanto catorze dias depois do referendo bielorrusso favorável ao vizinho a leste, está desfeita a confiança expressa por Putin de ter "a situação resolvida favoravelmente" ao 7º dia da invasão, quarta-feira 2-3.

Fontes: AFP/BBC/Al-Jazeera/Times of Israel/Haaretz. Fotos: Putin e Zelensky. Lukashenko vota no referendo de 27-2. Mapa da invasão russa que avança rumo à capital, Kiev, caem Kharkiv/Carcóvia, Berdyansk e Mariupol no sul da Ucrânia, a cerca de 800 quilómetros de Kiev.

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