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7 indiciados pela morte de Maradona — Crueldade revela-se em áudios 03 Mar�o 2021

A investigação à morte de Maradona, aos 60 anos em 25 de novembro último, por suspeita de negligência médica e "idiotice criminosa" já tem indícios de que pessoas pagas para cuidarem de Diego Maradona revelaram falhas graves no atendimento. Os áudios via WhatsApp estão a ser esmiuçados para o tribunal julgar a responsabilidade de cada um na corrida para a morte empreendida por El Pibe, que ninguém quis travar: "Davam-lhe remédios com vinho, cerveja", segundo depôs em tribunal ontem a psicóloga do filho de oito anos com o mesmo nome do pai.

7 indiciados pela morte de Maradona — Crueldade revela-se em áudios

Seis profissionais de Saúde — o médico-cirurgião Leopoldo Luque na foto), a psiquiatra Agustina Cosachov, Nancy Forlini, a médica que coordenava o internamento domiciliário, o psicólogo Carlos Díaz e os enfermeiros Ricardo Almirón e Dahiana Gisela Madrid — começaram já a ser ouvidos no âmbito da investigação.

Segundo a imprensa revelou esta segunda-feita, num áudio do dia da morte ouve-se o médico pessoal de Maradona (na foto) a anunciar a morte iminente do seu paciente em termos crus referindo-se-lhe como "o gordo" que "vai morrer a defecar".

Em grupo de WhatsApp, os médicos descrevem a queda no abismo: "Está muito inchado, não consegue urinar", "Bebe dois copos de vinho, cinco cervejas e quebra". Outro fala dos vómitos e outro ainda da recusa de medir sinais vitais.

As descrições dão conta da degradação, da abjeção que envolveram El Pibe, nos seus últimos dias de vida: "Havia restos de marijuana picada por todo o lado e o cheiro da casa...".

"Davam-lhe remédios com vinho, cerveja", segundo depôs em tribunal ontem a psicóloga Griselda Morel, que acompanha Diego Fernando, de oito anos, o filho mais novo de Maradona (pelo menos, dos oficiais).

Os investigadores dizem-se chocados, a cada nova revelação: "Que desastre! Mataram Maradona! Estes áudios são muito piores que os anteriores".

Agentes da funerária que se fotografaram junto ao caixão

A morte do "Dez" esteve em polémica também na hora do tratamento do corpo na agência funerária.

O dono da agência, o filho e um empregado tiraram fotografias que depois divulgaram. Alegam não ter desrespeitdo o falecido, mas fotografaram também o corpo sem vida do campeão mundial de 1986.

O processo-crime está a decorrer por denúncia de Rita ’Kitty’, uma das irmãs de Maradona — que tinha um total de cinco irmãs e três irmãos. Os agentes funerários arriscam uma multa entre 400 e 4.000 pesos (c. 4.000 CVE) ou dois a dez dias de cadeia.

Foi o maior jogador da história

Quem o diz é o treinador Jorge Jesus. "Na minha opinião o Maradona foi o maior jogador da história, junto do Pelé. O Pelé está vivo. O Maradona foi o maior, não só por ser um génio a jogar, mas também pela maneira como atuava. Isso é que faz a diferença". Contexto: Balanço de fim de ano (Cristiano Ronaldo ’Melhor do século XXI’ bate Messi, 29.dez.020).

Fontes: El Clarín.ar/Recorde.pt/Ole.com/ El País.es. Relacionado: ’Obrigado à bola’ e os onze de Maradona — Papa Francisco aconselhou-o a reconhecer ’ilegítimos’, 30.nov.020. Fotos: Maradona ’foi o maior jogador da história’, mas a sua morte — três semanas após ter sido operado pelo seu médico pessoal — está a ser investigada para determinar a responsabilidade de cada um na corrida para a morte empreendida por El Pibe, que ninguém quis travar.

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