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90% vivem sem liberdade de expressão, nem 5% vivem democracia plena 04 Maio 2019

Por ocasião do Dia da Liberdade de Imprensa, celebrada a 3 de maio, são preocupantes os indicadores — denotados pelo vermelho e negro no mapa. ´Pintados’ de cor carregada, o Brasil na 105ª posição e Moçambique 102º são apontados esta sexta-feira, 3, como os países lusófonos que mais recuaram e o PALOP destaca-se pela "coação do Estado sobre profissionais de imprensa" que inclui "prisões arbitrárias".

90% vivem sem liberdade de expressão, nem 5% vivem democracia plena

O ranking da RSF-Repórteres Sem Fronteiras mostra que o Brasil ocupa a pior posição desde que o estudo começou a ser divulgado, em 2002. Este ano caiu três lugares (em 2018 aparecia em 102º lugar).

O aumento da violência no exercício da profissão, como o assassinato de quatro jornalistas no ano passado, e também as últimas eleições presidenciais, justificam a queda na classificação.

A Noruega, Finlândia e Suécia estão no topo do Índice de Liberdade de Imprensa. A Suécia caiu da segunda posição devido ao fenómeno do "cyberbullying".

Qualidade da democracia: apenas 4,5% vivem em democracias plenas

Noruega, Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca ocupam o top-5 dos países mais democráticos do mundo, segundo o ranking da décima-primeira edição da EIU-Economist Intelligence Unit. Têm respetivamente 9.87, 9.58, 9.39, 9.26 e 9.22 em 10.

Em "Variedades de democracia" Portugal atingiu o 10º lugar, com 8.9 pontos, mas dada a fraca prestação em participação política fica entre as "democracias com falhas", ao lado de países como a Bélgica, Estados Unidos, França, Itália...

Três países lusófonos estão no grupo das “democracias com falhas”. Cabo Verde está aí colocado em 26º lugar, melhor que Timor-Leste na 42ª posição e o Brasil que está na 50ª.

Os demais países lusófonos (exceto São Tomé e Príncipe, que não foi incluído) pintam-se como "regimes autoritários": Angola está na posição 123, a Guiné-Bissau é 157ª e a Guiné Equatorial 161ª.

Dos 167 países analisados há um total de 20 "democracias plenas", 55 "democracias com falhas", 39 classificados como "regimes híbridos" e 53 "regimes autoritários", refere a EIU-Economist Intelligence Unit.

Fontes: RSF/IUE/Arquivo

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