OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

A Beleza do agir humano 25 Maio 2019

Quando se decide agir, não pode haver outro objetivo senão fazer aquilo que é certo; é nosso dever usar a razão e fazer sempre a coisa certa e jamais mentir ou esconder a verdade em nenhuma circunstancia. Mentir é um exemplo do agir humano errado e degradante; dizer sempre a verdade é um exemplo do agir humano certo e belo.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

A Beleza do agir humano

O agir humano é belo quando tem em vista o que é certo; e fazer a coisa certa depende do modo como cada um permite que sua própria razão o ilumine. O agir humano não pode ter outro fundamento senão a razão, o egoísmo e o interesse particular ofuscam e destroem a sua beleza. Quando se decide agir, não pode haver outro objetivo senão fazer aquilo que é certo; é nosso dever usar a razão e fazer sempre a coisa certa e jamais mentir ou esconder a verdade em nenhuma circunstancia. Mentir é um exemplo do agir humano errado e degradante; dizer sempre a verdade é um exemplo do agir humano certo e belo.

Não se pode falar da beleza do agir humano se ele não for iluminado pela razão. Muitas vezes, o agir humano costuma ser impulsionado pelo interesse ou sentimento particular daquele que age, mas isso jamais expressará a sua beleza, porque não é capaz de alcançar a sua essência, apenas o torna obscuro e decadente. Longe da razão, o agir humano perde toda sua beleza que se resume fundamentalmente em fazer o que é certo. É preciso fazer esforço para preservar e desenvolver toda a beleza do agir humano e evitar com todas as forças que interesses obscuros possam ofuscá-lo. Só se pode ser útil ao outro quando se age para fazer o que é certo.

O ser humano é capaz de pensar reflexivamente antes de agir; isso significa que ele é preparado para conduzir suas atitudes sempre pelo caminho da retidão. O seu agir não pode usar o outro como meio e nem ser fruto de interesse ou ter como meta o beneficio particular. Ao agir, cada ser humana, além de usar apenas a razão e ter como seu único objetivo fazer sempre o que é certo, ele deve também reconhecer incondicionalmente o seu semelhante como um ser autónomo dotado de capacidade para tomar decisões pensadas. Para que a beleza do agir humano permaneça é preciso que os homens façam o uso correto da razão.
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*Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

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