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A Câmara de São Filipe incentiva a criação de duas cooperativas de pescas, sendo uma para a zona norte e outra abrangendo os pescadores, peixeiras da cidade e da zona sul. 06 Fevereiro 2022

A Câmara de São Filipe incentiva a criação de duas cooperativas de pescas, sendo uma para a zona norte e outra abrangendo os pescadores, peixeiras da cidade e da zona sul.

 A Câmara de São Filipe incentiva a criação de duas cooperativas de pescas, sendo uma para a zona norte e outra abrangendo os pescadores, peixeiras da cidade e da zona sul.

O modelo da cooperativa e da visão para o desenvolvimento do sector das pescas no município e na ilha foi socializado na sexta-feira com os pescadores, peixeiras e operadores económicos, no quadro da comemoração do Dia Nacional do Pescador.

O presidente da autarquia de São Filipe, Nuías Silva, disse que com a criação das cooperativas a câmara vai conceder quatro embarcações de seis e oito metros, devidamente equipadas, preparadas e com autonomia para deslocação e ultrapassar os limites impostos às embarcações de boca aberta.

As embarcações estão em construção em S.Vicente e no município de Santa Cruz, ilha de Santiago, e devem chegar à ilha no decurso do próximo mês de Março e, segundo Nuías Silva, a câmara vai conceder duas embarcações de seis metros à cooperativa de pesca de Salinas e que abrange toda a zona norte, e outras duas embarcações, sendo uma de seis e outra de oito metros à cooperativa da pesca do porto de Vale dos Cavaleiros e de Lajeta, zona sul do município.

Com esta metodologia e visão a autarquia pretende formalizar o sector da pesca e criar condições para aumentar a captura e a produção, capaz de abastecer pequenas indústrias de pesca, já que terão possibilidade de afastar um pouco da ilha e ter acesso a bancos com maior quantidade e qualidade de pescas para poderem desenvolver as suas actividades não de forma familiar e de sobrevivência, mas de forma empresarial e organizada.

O autarca indica que no global, o investimento ronda os 13 mil contos para aquisição de embarcações, formações e equipamentos de propulsão e de segurança marítima, como sondas, coletes, sendo que as embarcações estão preparadas e equipadas para uma pesca mais prolongada.

“Foi pensado e desenhado e é uma experiência que vamos alargar para fornecer embarcações do tipo”, referiu Nuías Silva que agradeceu o Fundo da Cooperação Luxemburguesa e PNUD, enquanto financiadores do projecto.

Neste momento os pedidos para reparação de embarcações, aquisição de motores e outros no sector da pesca que deram entrada na câmara aproximam-se de uma centena e ronda cerca de sete mil contos, valor que a câmara não dispõe.

Assim, Nuías Silva indicou que a sua equipa está a trabalhar uma linha de crédito, junto das instituições de microcrédito, para apoiar na recuperação de embarcações, melhoria e aquisição de motores, não num sistema de assistencialismo/doação, mas de acesso a microcrédito em que a câmara garante parte da prestação e os pescadores/peixeiras garantem uma contraparte para garantir sustentabilidade do sector da pesca.

Além dos modelos da cooperativa e das embarcações, a câmara apresentou o modelo de promoção de uma empresa ligado ao sector do turismo de experiência e economia azul virada para a pesca desportiva, visualização de aves marinhas, visita a espaços de nidificação de tartarugas, passeios à volta da ilha, envolvendo jovens empreendedores.

À esta empresa a câmara vai disponibilizar uma embarcação de seis metros totalmente equipada para o desenvolvimento das actividades.

Quer as cooperativas quer a empresa de turismo terão um período de carência de um ano para reembolsar uma parte do investimento para a criação de um fundo de sustentabilidade municipal para apoiar outros beneficiários.

Uma embarcação de oito metros, igualmente equipada, será colocada à disposição dos serviços de protecção civil, no quadro da qualificação das praias para garantir maior segurança de modo que elas possam ser utilizadas para o turismo balnear.

“Vamos capacitar, através da protecção civil, os nadadores-salvadores profissionais para que actuem, no mar e na terra, patrulhando as praias que vamos sinalizar com bandeiras verdes para turismo balnear”, concluiu.

O presidente da Associação Nova Vida dos pescadores e peixeira de S.Jorge, Clarindo Teixeira disse que o modelo de embarcação vai mudar a ideia dos pescadores e transformar a pesca de subsistência numa pesca mais produtiva.

Quanto à criação da cooperativa de pesca, este destacou que a sua associação iniciou há dois anos um projecto neste sentido, mas que faltou o empurrão necessário, lembrando que a câmara disponibilizou um espaço que está quase reabilitado e falta equipamentos e a instalação de uma pequena unidade de produção de gelo, através de energia renovável.

O presidente da Associação dos Pescadores de São Filipe, Jorge Milton Pina, classificou de “boa” a iniciativa relacionada com o modelo de embarcação que vai modificar a pesca em São Filipe, já que podem passar mais tempo na faina.

Quanto à distribuição, este defendeu que devia ser feita através das associações de pescadores que já estão organizadas e que tem falta de apoios. A Semana com Inforpress

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