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"A Rússia será livre". O que disse Kara-Murza após conhecer a sentença 17 Abril 2023

Vladimir Kara-Murza, um proeminente ativista da oposição que sobreviveu duas vezes a envenenamentos que foram atribuídos ao Kremlin, está preso há um ano.

"ARússia será livre". Foi com esta frase que o opositor ao regime russo Vladimir Kara-Murza, hoje condenado a 25 anos de prisão, reagiu ao conhecer a sentença.

Segundo a Lusa citada pelo diário digital NM, após um julgamento à porta fechada, o tribunal anunciou que julgou Kara-Murza culpado de "alta traição", de espalhar "informações falsas" sobre o exército russo e trabalho ilegal para uma "organização indesejável", segundo um jornalista da agência AFP.

A pena de prisão de Kara-Murza, de 41 anos, é, segundo o que escreve o The Guardian, a mais longa atribuída a um opositor do Kremlin.

Citada por agências de notícias russas, uma das suas advogadas, Maria Eismont, anunciou que Kara-Murza vai apelar da sentença, denunciando ainda "graves violações de procedimento" durante o julgamento.

Quem é Vladimir Kara-Murza?

Segundo a fonte referida, Vladimir Kara-Murza, um proeminente ativista da oposição que sobreviveu duas vezes a envenenamentos que foram atribuídos ao Kremlin, está preso há um ano.

O opositor negou as acusações, que considerou de cunho político, e comparou os processos judiciais que enfrenta aos julgamentos durante o Governo do ditador soviético Josef Estaline.

As acusações contra Kara-Murza também estão relacionadas com o discurso que realizou em 15 de março de 2022 na Câmara dos Representantes do Arizona, em que denunciou a guerra da Rússia na Ucrânia. Os investigadores russos acrescentaram a acusação de traição quando o opositor já estava sob custódia.

A Rússia, prossegue a Lusa, adotou uma lei que criminaliza a divulgação de "informações falsas" sobre os seus militares logo após o envio de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

As autoridades estão a usar a lei para eliminar as críticas ao que o Kremlin classifica como "operação militar especial" na Ucrânia.

Kara-Murza era próximo do líder da oposição russa Boris Nemtsov, que foi morto perto do Kremlin em 2015. O opositor sobreviveu a envenenamentos em 2015 e 2017, os quais atribuiu ao Kremlin.

As autoridades russas negaram qualquer responsabilidade, conclui a fonte deste jornal.

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