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A ama da Casa Branca condenada à prisão perpétua 14 Novembro 2019

Mary Fitzpatrick, nascida Mary Prince em 1945, tornou-se famosa enquanto ama de Amy, a filha mais nova do presidente Jimmy Carter. Mas decerto que o não teria sido se Rosalynn Carter — que não hesitou entregar a única filha aos seus cuidados — não estivesse convencida da inocência da condenada à prisão perpétua por homicídio.

A ama da Casa Branca condenada à prisão perpétua

Mary Fitzpatrick, casada e mãe de dois filhos, foi condenada à prisão perpétua por alegadamente ter matado um homem em abril de 1970, na Geórgia.

Tudo aconteceu num bar onde ela tinha ido com a prima Aniemaude. "Saí e ouvi um tiro. Aniemaude e uma mulher estavam a lutar. Eu nunca tinha pegado numa arma, mas tentei tirar-lhes a arma … que disparou. Não nos apercebemos se alguém tinha sido ferido".

Mas quando a polícia chegou, a inimiga de Aniemaude disse que Mary tinha pegado a arma para deliberadamente matar o seu namorado.

Sem dinheiro para pagar a sua defesa, Mary só teve direito a um advogado estagiário. Em 1977, ao ser entrevistada, contou que falou com o seu advogado duas vezes, entre dez e quinze minutos. Só se veriam de novo no tribunal, onde o constituinte instruiu Mary para se declarar culpada, prometendo-lhe que ia sair no máximo com uma pena leve.

No julgamento que "durou menos de uma hora", Mary livrou-se da pena capital mas foi condenada à prisão perpétua.

Mary Prince então Mary Fitzpatrick tinha tido mais sorte que Lena Baker, condenada à pena capital em 1945 e postumamente reabilitada em 2005 — 60 anos após ter sido executada na cadeira elétrica. Isto escreveu o ex-presidente Jimmy Carter, nas suas memórias em 2007, sobre a ama que entrou ao serviço dos Carter em 1971, quando ele era governador da Geórgia.

A ama de Amy Carter tinha sido escolhida após ter sido entrevistada por Rosalynn Carter. Permaneceu no palácio do governador até o fim do mandato de Carter, em 1975. Foi então devolvida à prisão. Com ajuda de RossLynn, começou o processo para o seu caso ser reexaminado. Em 1979 foi considerada inocente.

Em janeiro de 1977, Mary pôde assistir à tomada de posse de Carter e passou os quatro anos da presidência na Casa Branca.

Em 2004 Jimmy Carter dedicou-lhe o seu livro de memórias a Mary Prince — que em 1979 deixou o nome de Mary Fitzpatrick ao divorciar-se — e, no ano seguinte no livro Os nossos valores em perigo: A Crise Moral da América, apresentou-a como um exemplo dos perigos do racismo e da pena capital.

Fontes: Arquivos online. Foto: Mary Prince, a ama, Amy, Lillian e Jimmy Carter.

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