OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

A consciência amiga e sábia 21 Abril 2019

É preciso escutar a voz da consciência e seguir suas orientações, para que as atitudes e as ações possam ser livres e autênticas. Aquele que recusa a escutar a própria consciência, não apenas age contra si próprio, mas também permite que suas ações e atitudes sejam guiadas pela voz e opinião dos outros e se transformem em meras aparências fúteis. Não se pode ser livre quando se ignora a voz da consciência, mas não basta apenas ouvi-la, é preciso também executá-la.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

A consciência amiga e sábia

A consciência de um indivíduo pode ser o seu guia e o seu farol, desde que ele tenha a paciência e a sabedoria para escutá-la com atenção e de forma silenciosa. Aquele que escuta com atenção a própria consciência, não escolhe o caminho da aparência, mas sim o da autenticidade, suas ações jamais serão guiadas pelas opiniões e vontades dos outros, mas sim por aquilo que é. A consciência permite ao indivíduo realizar a própria natureza, a ser aquilo que ele realmente é. Escutar atentamente a própria consciência é permitir que a razão encontre o caminho certo a ser seguido e as ações corretas a serem realizadas.

Todos podem seguir pelo caminho que conduz ao bem, desde que escutem a sua consciência que, constantemente fala, mas raramente alguém a escuta. A consciência não permite ao individuo ir além ou aquém, mas sim a ver as coisas como elas são. Por isso, escutar atentamente a consciência é também aprender que existem coisas que não dependem do homem e outras que dependem inteiramente dele. A consciência não pode ser reduzida à obediência a um principio ou regra exterior ao indivíduo; ela é, na verdade, o guia mais próximo do indivíduo e o mais eficaz na tomada de decisões. A consciência é a luz interior, sem ela o homem caminharia nas trevas e se perderia com facilidade.

É preciso escutar a voz da consciência e seguir suas orientações, para que as atitudes e as ações possam ser livres e autênticas. Aquele que recusa a escutar a própria consciência, não apenas age contra si próprio, mas também permite que suas ações e atitudes sejam guiadas pela voz e opinião dos outros e se transformem em meras aparências fúteis. Não se pode ser livre quando se ignora a voz da consciência, mas não basta apenas ouvi-la, é preciso também executá-la. A consciência de um individuo não é para o outro, mas sim para ele mesmo; ela é o juiz de cada um de nós e nos proíbe de fazer aquilo que condenamos nos outros. A voz a miga e sábia da consciência bloqueia no homem a parte que só pensa nele mesmo, ela combate o egoísmo presente em cada indivíduo.
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*Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

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