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A fuga do Hospital Batista de Sousa e a "falha de protocolo" do Hospital Agostinho Neto 24 Maio 2020

"O Hospital Agostinho Neto, na Praia, não está a cumprir com o protocolo de evacuação de pessoas das ilhas com covid-19". A afirmação é do Delegado de Saúde de São Vicente, ao abordar o caso do militar evacuado, que fugiu do Hospital Baptista de Sousa (HBS), no Mindelo.

A fuga do Hospital Batista de Sousa e a

Elísio Silva falava para a RCV, na tarde deste sábado, na sequência da fuga, de madrugada do mesmo dia, de um doente do Hospital Baptista de Sousa, evacuado, sexta-feira, da Praia para São Vicente num voo sanitário.

Segundo a mesma fonte, o militar, evacuado do serviço de traumatologia do Hospital Agostinho Neto, acabou por fugir do Hospital Baptista de Sousa, mas já foi capturado, de acordo com o Delegado de Saúde. Embora tenha feito o teste rápido de anticorpos, Elísio Silva afirma que o protocolo de evacuação de pessoas das ilhas com covid-19 não foi cumprido.

“O Hospital da Praia não tem cumprido o protocolo de evacuação de pessoas que vêm de lugares com covid-19. O tipo de teste que deve ser realizado é o teste PCR, que não é o caso. No caso, foi feito um teste rápido. O próprio director do Hospital, já o ouvi em entrevista a dizer que o teste rápido não tem fiabilidade. Como explica o protocolo normal, nos locais com doentes ativos de covid-19, como é o caso da Cidade da Praia, as evacuações devem ser feitas depois de efectuados testes de PCR. Seja doentes ou simplesmente pessoas que estejam a regressar”, declarou.

Conforme ainda a RCV, o militar em causa é de São Vicente e presta serviço militar na capital do país. Ao fugir do Hospital Baptista de Sousa, o doente dirigiu-se à casa dos familiares, onde viria a ser capturado. Elísio Silva acredita que o mesmo não representa qualquer perigo para a saúde pública, no que toca à covid-19.

“Sendo um militar, e tendo em conta que já tinha mais de dois meses numa enfermaria militar na Cidade da Praia, não traz grandes preocupações em relação aos contactos, porque não houve grandes contactos com pessoas desde a Praia até chegar a São Vicente. Ele fugiu de madrugada, foi para sua casa, já o capturámos. Agora, as pessoas com quem manteve contactos vão ter de ser colocadas em quarentena até o resultado do teste PCR.”

Elísio Silva concluiu afirmando que, em relação a este caso, a população de São Vicente não deve ficar com grandes preocupações.

“Conforme conversas/entrevistas que fizemos com militares e também com responsáveis sanitários na Praia, e mesmo com militares aqui em São Vicente que seguiram todo o processo, não deve representar grandes preocupações para a população. De todo o modo, um contacto é um contacto, mas a pessoa esteve dois meses internada, também teve um teste rápido negativo, embora não seja esse o protocolo”, rematou o delegado de Saúde de São Vicente, citado pela RCV.

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