OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Subida em flecha de casos de Covid-19: Mário Matos alerta para o tsunami que aí vem 13 Abril 2021

Ninguém precisa ser especialista de coisa alguma para prever o tsunami que aí vem!Os indicadores são mais que evidentes: a subida em flecha dos casos de Covid-19 em Cabo Verde, é prenúncio de uma situação que pode chegar a catástrofe sanitária. Para além da dor e do sofrimento humanos, o Sistema Nacional de Saúde pode ser submetido a uma demanda inusitada que exceda a sua capacidade de resposta! Já vimos esse cenário concretizar-se em países com SNS muitíssimo mais desenvolvido que o nosso!

Por: Mário Matos*

Subida em flecha de casos de Covid-19: Mário Matos alerta para  o tsunami que aí vem

A gravidade da situação justifica a insistência.

Ninguém precisa ser especialista de coisa alguma para prever o tsunami que aí vem!
Os indicadores são mais que evidentes: a subida em flecha dos casos de Covid-19 em Cabo Verde, é prenúncio de uma situação que pode chegar a catástrofe sanitária. Para além da dor e do sofrimento humanos, o Sistema Nacional de Saúde pode ser submetido a uma demanda inusitada que exceda a sua capacidade de resposta! Já vimos esse cenário concretizar-se em países com SNS muitíssimo mais desenvolvido que o nosso!

As responsabilidades são partilhadas:
1. Pelo Governo, que parece estar a assobiar para o lado. É um Executivo de uma Maioria suportada por um dos partidos em campanha e, está visto, que este Governo do MpD submete absolutamente tudo ao objectivo de querer ganhar as eleições de 18 do corrente, falhando no seu sentido de Estado. Queira-se ou não, quem governa, seja qual for o partido de suporte parlamentar, tem responsabilidades acrescidas nesta e em todas as matérias da governança.

2. Os outros partidos políticos, sobretudo com assento parlamentar. Afinal, todos, MpD, PAICV e UCID estão em campanha fazendo apelo ao uso de máscaras, de distanciamento físico e higienização/desinfecção das mãos, mas sabendo que, na prática, as situações de aglomeração excessiva de pessoas, ademais no fervor habitual das campanhas eleitorais, não favorecem o controlo do acatamento dessas regras.

3. Como tem sido hábito do MpD, diz uma coisa pelos microfones e pelas câmaras dos órgãos de comunicação social e faz o contrário, na prática. Onde estão os resultados concretos da anunciada concertação com os outros partidos para termos uma campanha consentânea com a grave situação de pandemia?

4. Os cidadãos também têm a sua parte de responsabilidade. Refiro-me aos muitos que têm demonstrado do alto do seu egoísmo, irresponsabilidade e falta de sentido comunitário, que se estão a borrifar pela realidade de uma pandemia que mata e devasta a sociedade. Que esses - os das festas em grandes grupos, até de madrugada, dos ajuntamentos massivos nas praias de banho, dos que deixaram de usar máscara, etc , - não venham brandir o comportamento dos partidos políticos como bode expiatório! Será caso para lembrar a máxima popular "se partide mandó-be kei de rotxa bo ta kei?" Ou "se partide kei de rotxa, bo ta bá traj del?"
Confesso o meu pessimismo. Não espero mudanças de fundo nesse estado de coisas. Parece que a realidade que nos ensina que a dor é um dos nossos grandes mestres, é que pode mudar esta situação. Mas quanta dor mais terá esse povo que sofrer para os prevaricadores de toda a casta tomarem consciência da sua irresponsabilidade?

Quem ganhar as eleições e tornar a afivelar a máscara de cuidador do bem-comum, com que cara e voz se apresentará perante a sociedade, apelando, senão exigindo, sacrifícios acrescidos, que poderiam ter sido evitados?

Como estranhar o descrédito na Política e nos políticos de boa parte da sociedade, abrindo o caminho aos que querem penetrar no sistema graças ao discurso anti-sistema, aos populistas e extremistas de todas as cores?

A ameaça não é só sanitária, social, afectiva e económica. O próprio processo de democratização se encontra em risco acrescido!

Que cada um tire as suas ilações e assuma as suas responsabilidades.
"Assim semeias, assim colherás".
"Depois, não nos venham dizer que não vos avisámos".

Para esse "povo das campanhas" dos que "compram" consciências: "Dia de Txeu, e Véxpra de Nada!"

Receio morrer ainda com Saudade do Futuro ...
— 
* Post publicado na sua página de facebook

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project