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A morte da atriz Kate Castillo "rainha do Sul" — Assim na tela assim na vida 18 Dezembro 2021

A morte da atriz Kate Castillo — esta semana baleada enquanto esperava o filho sair do treino — vem lembrar que se a realidade é fonte inspiradora da ficção, por vezes a realidade ultrapassa esta. Ao incarnar ’Teresa Mendoza’ há dez anos, a atriz mostrou a violência do narcotráfico no México agora exacerbada e que estará por trás da sua morte à segunda tentativa.

A morte da atriz Kate Castillo

O drama do fim da atriz Kate Castillo é real no México, marcado pela violência associada ao narcotráfico e que inspirou a ficção. Primeiro, o romance ’La Reina del Sur/A Rainha do Sul’, do espanhol Arturo Pérez-Reverte, depois convertido no filme homónimo, em coprodução americano-espanhola.

A atriz de cinema, teatro e telenovelas levava já 43 anos no meio: estreou-se aos seis anos em 1978, ao lado do pai, um consagrado ator de telenovelas nexicanas. No México fez dez novelas em dez anos. Depois fixou-se em Los Angeles onde continuou a carreira por entre altos e baixos. Um dos seus maiores sucessos, obteve-o em 2003 com o filme ’Rainha do Sul’(foto).

O documentário em 2012 sobre Joaquín Guzmán Loera "El Chapo", o líder do cartel de Sinaloa, foi um êxito de audiência, mas atraiu sobre Kate Castilho as atenções da justiça mexicana, que suspeitou que ela teria ajudado o fugitivo Guzmán.

Em 2016 foi impedida de entrar no seu país enquanto a PGR investigava as suas alegadas ligações. Só um ano depois foi ilibada da acusação.

Segunda tentativa foi fatal

Kate Castillo foi morta na cidade de Cuernavaca, da província de Morelos na terça-feira pouco depois das seis da tarde. Dois motociclistas armados dispararam sobre a atriz que estava dentro do carro à porta dum gimnodesportivo onde o filho de onze anos fazia um treino de futebol.

Em 2010, ela, o marido e o filho foram raptados e mantidos em cativeiro. Segundo Kate denunciou à Polícia, "vários indivíduos encapuzados assaltaram o [seu] estabelecimento de lavagem de carros".

Apesar de terem sido ameaçados de que iam morrer, acabaram por ser libertados sem qualquer agressão. Quando regressaram à casa na cidade-capital estadual, o casal constatou que tinham sido levados "um carro e vários outros bens".

Nos dias seguintes, voltaram a receber ameaças de morte caso a atriz não saísse de Morelos.

As bizarrias rodearam a atriz de novo em janeiro de 2016: uma página do Twitter que anunciava a morte da atriz "esta quinta-feira, 28" totalizou um milhão de likes. Tratou-se afinal de uma manobra publicitária, como denunciou o site noticioso tiempo.com.mx, no dia seguinte.

Fontes: Universal.mx/El País/...

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