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Portugal: Insurrectos do 31.1.1891 da Revolta pioneira pela República 30 Janeiro 2023

A revolta tem início na madrugada do dia 31 de Janeiro, exatos trinta dias depois da reunião do Partido Republicano, que elegeu o diretório formado por: Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Homem Cristo, Magalhães Lima, Jacinto Nunes, Bernardino Pinheiro e Azevedo e Silva. Um ou outro destes nomes até consta da toponímia deste país-arquipélago.

Portugal: Insurrectos do 31.1.1891 da Revolta pioneira pela República

A revolta tem início na madrugada do dia 31 de Janeiro, exatos trinta dias depois da reunião do Partido Republicano, que elegeu o diretório formado por: Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Homem Cristo, Magalhães Lima, Jacinto Nunes, Bernardino Pinheiro e Azevedo e Silva. Um ou outro destes nomes até consta da toponímia deste país-arquipélago.

O que levou o Batalhão de Caçadores n.º 9, liderados por sargentos, a atrever-se nesse 31 de janeiro, a arriscar a carreira, a vida , na temerária insurreição sem o apoio de altas patentes? Os historiadores ainda não chegaram a uma resposta unânime em mais de cento e trinta anos.

Os académicos têm explicações várias. Uma delas diz que "o levantamento militar" no Porto foi um grito "contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao Ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique".

A maior parte das descrições são coincidentes quanto porém à cronologia dos factos. Que no primeiro dia de 1891 o Partido Republicano reunido em congresso, com o seleto grupo de políticos e intelectuais acima referido, apresentara um "plano de ação política a longo prazo, que não incluía a revolta que veio a acontecer".

Factor Brasil? A posição dos republicanos não era unânime: além dos revoltados pelo desfecho do episódio do Ultimato, havia entusiastas inflamados pela proclamação da República no Brasil, escassos catorze meses antes (15.11.1889).

Proclamação da República

Os revoltosos estão na Praça de D. Pedro (hoje Praça da Liberdade), em frente ao edifício da Câmara Municipal do Porto. Dali, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República. Acompanhavam-no Felizardo Lima, o advogado António Claro, o Dr. Pais Pinto, mcp Abade de São Nicolau (no Porto), o ator Verdial, o chapeleiro Santos Silva, e outras figuras. Verdial leu a lista de nomes que comporiam o governo provisório da República e que incluíam: Rodrigues de Freitas, professor; Joaquim Bernardo Soares, desembargador; José Maria Correia da Silva, general de divisão; Joaquim d’Azevedo e Albuquerque, lente da Academia; Morais e Caldas, professor; Pinto Leite, banqueiro; e José Ventura Santos Reis, médico.

Seguiu-se o hastear da bandeira verde-rubra, pertencente a um Centro Democrático Federal. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão sai em festivo cortejo. Sao quase sete séculos em que o Porto, bastião do Portugal que trabalha como se autoproclama, sobe e desce as íngremes ruas do burgo quando é chamado a defender a soberania nacional.

Nesse 31 de janeiro, a mole humana decide subir a Rua de Santo António, em direção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.

No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua.

O primeiro de alta patente a juntar-se ao grupo, o capitão Leitão, que acabara de se juntar aos revoltosos e esperava convencer a Guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos.

Em resposta a dois tiros, não se sabe de certeza desferidos por quem, muitos creem ainda hoje que partiram da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.

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