OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

A vocês, jovens! 10 Julho 2019

Cabo Verde já entrou no aspiral da desgraça e se vocês os jovens não forem capaz de conter esses insensíveis arrogantes, o vosso futuro será ainda mais desastroso.Há que unir e manifestar mais vezes, em todas as ilhas, para que os governantes arrogantes entendam o peso das manifestações, num país que continua dependendo em parte das doações, empréstimos e arremessas dos Emigrantes. Estes últimos também continuam sendo vítimas diários do sistema montado nas Alfândegas, Correios, Cartórios e outras instituições nacionais.

Por: Carlos Fortes Lopes*

A vocês, jovens!

Da torre de vigia insular do observatório popular, eis a chegada das novas estrelas cintilantes.

Ao assistirmos a tentativas desesperadas das juventudes ligadas aos partidos do arco do poder em fazer concorrências às manifestação no país, os nossos conhecimentos das estratégias políticas desses que acordam todos os dias a pensar qual será a próxima manobra de marketing político para ludibriar os inocentes e menos atentos, fico revoltado e sinto-me violado dos meus direitos de cidadania. Esses dois grupos de auto-intitulados “políticos”, (sem formação política nenhuma), só conseguiram, até hoje aprender tudo do pior que existe na política portuguesa e brasileira. Aprenderam dividir para reinar e já não conseguem sequer conter as suas ignorâncias políticas.

A conclusão é que a maioria não conhece nada da política e nem sequer está interessada em aprender. Aliás, esses comissários políticos apenas são inseridos nas teimosas listas partidárias para fazerem o trabalho sujo no terreno porque as cúpulas dos partidos precisam deles para esses fins e a melhor forma de os recompensar é os introduzir no Circo Parlamentar para exibirem os seus dotes de palhaços, enquanto vomitam asneiras.

Essa forma de fazer política partidária e de desigualdade social é a única coisa que aprenderam nos ensinamentos dos conselheiros políticos vindos de dois dos países mais corruptos do mundo, ensinará esses como se manter a divisão social para reinar. Durante as campanhas políticas nacionais, enganam os pobres e mantém os comissários instalamos nessas comunidades pobres para fazerem a certeza que os mantêm sob o controlo partidário até chegarem à urnas. Muitos até são ameacados, caso falarem a verdade.

Nas próximas campanhas precisaremos de jovens destemidos para recolher informações que poderão ser usadas no tribunal internacional onde a justiça funciona e o veredicto será suficiente para os doadores terem mais cuidado em entregar dinheiro a esses infieis que continuam provando ser daninhos e insensíveis ao sofrimento das populações desempregadas e pobres.

Os governantes de Cabo Verde, de 1991 a esta parte, continuam a demonstrar que estão na política para se enriquecerem e viver a vida de Reis.

Nem sequer têm a preocupação de conhecer a realidade miserável do país, o que os leva a concentrar apenas numa cidade, com justificações inaceitáveis de se tratar da cidade Capital. Fazem de tudo para enganar os pobres, enquanto gastam o dinheiro deste mesmo povo em passeios pelas ilhas e o estrangeiro, como se fizesse parte de alguma organização internacional. Talvez por estarem sempre a passear e a participar nos seus habituais rega-bofes, não conseguem ter tempo, sequer para conhecerem o conteúdo da Constituição da República.

Pelos vistos nem estão interessados porque respeitar a Constituição contradiz o único sistema político que conhecem e não será a via certa para conquistar votos dos incautos e vítimas do sistema de angariação de votos.

Por onde andam os direitos e deveres estampados na Constituição da República de Cabo Verde? Quem são esses criminosos que andam a esconder atrás das Imunidades político-parlamentares e queimando as folhas da nossa Constituição? Os jovens precisam prestar mais atenção no que está a destruir os seus futuros e parar de participar nesses festivais e espectáculos populares de compra de consciência. Porque não unirem em pequenos grupos e organizarem as vossa festas de forma a comparecerem nos espectáculos só e apenas para verem os vossos ídolos musicais por alguns momentos e depois seguir para a vossa festa familiar. Uma sugestão minha que poderá ajudar os jovens atentos a contribuir para a construção de um futuro digno e risonho. Como bem sabem estarei sempre aqui e disponível a contribuir com as minhas ideias e liderança político-profissional.

O primeiro e o mais seguro passo a se dar neste início de caminhada rumo à libertação, terá que ser conhecer o conteúdo da Constituição e actuar de acordo com o conteúdo. Como poderão ver, na constituição, muitas outras leis invocadas pelos comissários políticos não fazem sentido nenhum e nem sequer esses tais comissários não tiveram o cuidado de as verificar, antes de falar mentiras.

Basta também verem que a maioria dos parlamentares não conhecem nem o conteúdo da Constituição e nem sequer o Regimento parlamentar que é constituído por “duas” folhinhas de papel e é o estatuto do empregador ou guia institucional.

Ao assistir a tanta banalidade política e institucional em Cabo Verde, só me apetece usar a gíria brasileira, para dizer que “a peste antidemocrática está a fazer de tudo, com o dinheiro do povo, para se enraizar ainda mais nessa já fragilizada sociedade Cabo-Verdiana”.Manobras essas aprendidas com os conselheiros políticos brasileiros e portugueses que pululam as nossas ilhas, com maior autoridade do que quando éramos colónia portuguesa.

Os jovens precisam ter muita atenção e ver que existe muita ilegalidade no seio dos políticos e que os atos criminosos cometidos fora das datas oficiais das campanhas poderão ser considerados criminosos no tribunal internacional. Quanto a esta parte do tribunal internacional estarei disposto a analisar as queixas e contribuir de várias formas.

Aceito vídeos e outros tipos de registos electrónicos. Mas bem sabem essa prática é ilegal em Cabo Verde e terão que saber usar da vossa inteligência para adquirirem esses dados electrónicos.

Podem fazer vídeos nas actividades públicas e durante essas se houver oportunidade de gravar algumas conversas sigilosas também aceitarei.
Sejam homens e mulheres preocupados com o futuro da vossa terra. Tenham sempre em mente que alguém precisa fazer algo e que nem todos conseguirão emigrar.
Não deixem que esses partidos destruam ainda mais o país.
Não deixem que continuem a abusar da fragilidade dos pobres famintos.
Unam e confrontem esses comissários políticos quando chegarem à vossa zona de residência. Peçam-lhes que voltem para pedir os chefes que arranjem emprego para acabar com a miséria.

Pois, estão a vos usar como cobaias para solicitarem mais ajudas internacionais, para usarem nos rega-bofes e conferências que só eles têm direito.

Também estão a querer vós manter na miséria para que seja mais fácil comprarem a consciência das vossas famílias com kilo de arroz, oleo, açúcar, farinhas e outros produtos da primeira necessidade. Mas vocês os jovens tem agora uma obrigação acrescida de informarem aos vossos idosos de que esses atos de simpatia são enganosas e que todos esses produtos já deviam ter sido distribuídos noutras datas porque são produtos que fazem parte do conteúdo dos projectos inseridos nos acordos de apoio ao desenvolvimento de Cabo Verde.

Cabo Verde já entrou no aspiral da desgraça e se vocês os jovens não forem capaz de conter esses insensíveis arrogantes, o vosso futuro será ainda mais desastroso.
Há que unir e manifestar mais vezes, em todas as ilhas, para que os governantes arrogantes entendam o peso das manifestações, num país que continua dependendo em parte das doações, empréstimos e arremessas dos Emigrantes. Estes últimos também continuam sendo vítimas diários do sistema montado nas Alfândegas, Correios, Cartórios e outras instituições nacionais.

Pelo que se pode constatar, uma boa parte das doações e empréstimos especiais que chegam a Cabo Verde nunca chegam às comunidades pobres. Por onde será que vão tanta MASSA?

Enquanto os eleitos e seus condiscípulos usufruem do dinheiro do povo, este mesmo povo dificilmente consegue sobreviver à miséria e á fome já existente em várias comunidades, especialmente as rurais e piscatórias.

Para saber melhor o nível da pobreza periférica, rural e piscatória, basta passar um dia numa dessas zonas, como sempre faço.

Sejamos humildes e prestemos mais atenção aos pobres e inválidos.
Vamos unir e criar grupos de apoio à essas comunidades fragilizadas e mudemos as mentalidades dos inocentes. Com os meninos de rua, os quais já são mais de um milhar em todo o país. Com os meninos de rua também se aprende algo sobre o nosso pequeno país. Dialoguemos com eles sempre que possível. Esses são fornecedores de dados que ajudarão nas pesquisas no terreno.

A separação familiar forçada pela miséria que se instalou numa certa franja da sociedade nacional está aumentando diáriamente e as crianças são sempre os rostos dessa epidemia social.

As criança são, nessas circunstâncias, as vítimas directas desse sistema criado por um pequeno grupo de comissários políticos e seus chefes, para ganhos eleitorais.

Vocês os jovens governantes do vosso amanhã, terão que iniciar a vossa campanha desde hoje. Não deixem ser vítimas de represálias ou ameaças políticas.

Viajando e convivendo com os pobres cabo-verdianos, depara-se com essa tristeza insuportável que se encontra estampado nos rostos dessas vítimas do sistema.
Pois, existe fome no país e esses esfomeados já estão perdendo a esperança.
Indigna-me a atitude desses dois grupos partidários que já governaram o país durante esses 44 anos de indecência e vou continuar a fazer de tudo que chegue a mudança que os pobres clamam.

Revisão Constitutional é uma das maiores reivindicações dos eleitores. Sem ela as mudanças são impossíveis. Olhem para isso, meus caros jovens compatriotas.
Até eu já estou a sentir-me violado por essa gentinha sem escrúpulo e espero que vocês os jovens sejam capazes de unir e obrigar os Deputados a trabalharem e responder às exigências do povo. Há que rever a constituição ainda este ano para que o novo conteúdo entre em vigor ainda a tempo de se organizar novas candidaturas independentes, onde os jovens independentes terão Voz.

As governações regionais também precisam ser resgatadas dos partidos, em todas as ilhas.

Quanto aos parlamentares, se continuarem a ignorar as exigências do povo, os jovens terão de fazer algo diferente para travar esses abusos do poder político.
Os jovens unido resgatarão o país do precipício. Acreditem em vocês.
As candidaturas independentes, nas legislativas, são demonstras clara da democracia e vocês os jovens precisam fazer a certeza que isso aconteça em 2021. Sem a revisão da constituição e mudança de mentalidades, os jovens continuarão sendo vítimas da Aristocracia (ἄριστος ’aristos”) já instalado na cidade capital da Praia e no seio da comunidade política em cada ilha.

Vocês os jovens precisam unir, criar uma estratégia de libertação das garras desses dois partidos políticos e aderir às novas propostas eleitorais, para o bem do país e do vosso futuro. Com esta luta, vocês estarão a criar bases fortes para que tenham um futuro e que venha a ser forte. Só assim teremos um país justo e harmonioso. Só assim livraremos das mentiras desses governantes infiéis.

Dito tudo isso, resta-me agora solicitar aos jovens que sejam capazes de analisar o percurso desses dois partidos com bancadas parlamentares, de forma a concluirem que a hora está a avançar e o momento da mudança é agora ou nunca. O futuro e vosso.

Com tudo o que vem acontecendo em Cabo Verde, acho que a maioria está de acordo comigo que chegou a hora da MUDANÇA e ela só será possível com a inserção de novos rostos - jovens competentes e independentes.
Não custa muito. Vamos a ela, caros jovens.

Com uma nova onda governamental estar-se-á a escrever mais uma etapa na história do nosso país.

Os jovens emigrantes também fazem parte desta luta. Organizemos os profissionais que estiverem interessados a regressar ao país e criemos condições para que a transição seja a mais desejada. Unidos somos sempre mais fortes.
Temos médicos, enfermeiros, professores, consultores políticos, consultores empresariais e institucionais, psicólogos, juristas, pilotos, atrizes, modelos, já prontos a viajar.

Cada um na sua área vamos massificar as instituições nacionais com competências profissionais.

Bem gerido, o sector empresarial cabo-verdiano estará a abrir caminho para o controlo de uma significativa percentagem da economia da CEDEAO. Caminho aberto para os jovens nacionais explorarem as suas capacidades profissionais também.
Pensem nisso, jovens das ilhas.

Chegou a hora de desmantelarmos esse sistema implantado no país pelo PAICV e o MPD. Não se deixem ser enganados.

O desprezo social desses dois partidos e a vertigem da violência transmitida durante os trabalhos parlamentares é também motivo para preocupação, e sobretudo para a nova escolha e ninguém deve ignorar essa proposta bem estudada e analisada em detalhes.

Pois, todos juntos somos obrigados a tomar alguma posição contra essa indignidade social.

Numa sociedade, tão pequena como a nossa, onde a desigualdade e decisões sociais continuam a depender na sua totalidade da política do desdém e do ódio, só resta aos jovens encontrar soluções para proteger o seu bem estar e a soberania do país.

Da Diáspora, estamos dispostos a apoiar todos os que comprovarem honestos e trabalhadores para trabalhar com a Diáspora na luta rumo à desejada mudança do sistema implantado em Cabo Verde, por esse grupo de infiéis. Necessitamos do apoio dos jovens residentes para concretizarmos o nosso já anunciado processo de resgate das ilhas.

Não podemos continuar a admitir que esse grupo de auto-intitulados “democratas” continuem a abusar dos cofres do Estado enquanto desprezam os valores essenciais da liberdade e da democracia.

A desagregação social cabo-verdiana está a se acentuar diariamente, com a influência da vertigem do ódio personificado pelos dois partidos com grupos parlamentares.
Numa sociedade tão marcada pela desigualdade social e por divisões profundas, a política desses malabaristas já ganhou espaço e está a destruir o país.

Se não fizermos algo, um desses grupos de fascistas regressará ao poder e será mais do mesmo.
Há que continuar com as manifestações em todas as ilhas enquanto organizamos a casa para fazer o assalto final democrático.
— -
*A Voz do Povo Sofredor
carlosforteslopes4@gmail.com

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