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ADECO quer sacar responsabilidade pelos prejuízos causados aos clientes durante a avaria técnica da CV Móvel 23 Fevereiro 2022

O vice-presidente da Associação para Defesa do Consumidor questionou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, no Mindelo, sobre quem recai a responsabilidade pelas perdas dos clientes durante a interrupção dos serviços da CV Móvel, por mais de 48 horas.

ADECO quer sacar responsabilidade pelos prejuízos causados aos clientes durante a avaria técnica da CV Móvel

Segundo Éder Brito citado pela Inforpress, é inconcebível para a realidade de Cabo Verde que o consumidor fique sem o serviço de chamadas móveis, internet móvel e SMS por mais de 48 horas, sem ter ter informações sobre o problema.

De acordo com o responsável, houve consumidores que tentaram contactar o serviço de apoio ao cliente do CV Móvel para colocar os seus problemas, mas ficaram horas à espera no telemóvel e não conseguiram resolvê-los.

“Isso é uma violação do direito do consumidor que apesar de existir um problema não consegue saber o que é que se está a passar”, criticou.

Para o vice-presidente da ADECO, a operadora já veio esclarecer que houve uma avaria no seu central que provocou a interrupção do seu serviço e, portanto, a responsabilização da sua parte é impossível. Por isso questionou de quem será a responsabilidade.

“Quem é que se vai responsabilizar por todas as perdas registadas durante o período da interrupção? Essas perdas são inestimáveis”, perguntou Éder Brito, informando que por causa dessas interrupções no serviço da rede móvel houve “pessoas que ficaram sem trabalho” e outras “não conseguiram ir trabalhar”.

O mesmo também defendeu que a CVMóvel deveria dar aos clientes, que contrataram serviços pré-pagos a possibilidade de ter mais dois dias de utilização além do mês em que terminará o seu serviço contratado.

Conforme Eder Brito, se a solução passa por ter dois polos de prestação desse serviço, um em São Vicente e outro na cidade da Praia, então que se faça com que isso aconteça “o mais rapidamente possível”.

Segundo a mesma fonte, o responsável lembrou que “um problema muito parecido que ocorreu em 2020 e que agora volta a ocorrer em 2022”, pelo que perguntou se “isso vai continuar ou se a solução chegará com alguma rapidez”.

“Se continuarmos com essa situação eu acredito que seja bastante alarmante, porque então não temos um plano B em Cabo Verde no que diz respeito ao serviço de telecomunicações, que é um serviço essencial e de interesse público”, indagou.

O vice-presidente da ADECO também apelou à Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) que continue “a acompanhar a qualidade do serviço de internet móvel, das chamadas voz e SMS” e “fazer a devida fiscalização para que o serviço seja prestado ao consumidor com qualidade”.

Também pediu aos consumidores que continuem a notificar sobre as eventuais disrupções no serviço, mesmo que sejam ocasionais, e da dificuldade de contactar o apoio ao cliente da CV Móvel.

Estas reclamações, garantiu Eder Brito, “serão encaminhadas para a ARME, que é reguladora competente e independente, por lei, para agir em situações de incumprimento e cumprimento defeituosos”, conlui a Inforpress.

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