OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

“AFINAL, O QUE SOMOS?” 09 Julho 2022

Precisamos cultivar incessantemente a solidariedade nas nossas relações e convivências, semear e regar o amor, a amizade, a simplicidade e, ao mesmo tempo, eliminar o ódio, a inveja e ganância. Precisamos olhar uns para os outros como parceiros, colegas, semelhantes, próximos e irmão, não como adv ersários, inimigo ou estranho q ue precisam ser combatidos. A vida, as ações e atitudes de cada ser humano, precisam estar sempre voltadas para o seu semelhante, no sentido de colaborar para que ele possa viver sempre em paz, harmonia e com dignidade.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

“AFINAL, O QUE SOMOS?”

Uma resposta comum a essa antiga pergunta é que somos “seres humanos”, mas algumas das nossas atitudes e ações parecem dizer o contrário. O que frequentemente fazemos com nossos semelhantes e com outros seres vivos destoam radicalmente do significado daquilo que se entende por “humano”. São os chamados “seres humanos” que deliberadamente destroem e matam em defesa dos interesses particulares, sejam deles ou de um grupo especifico; são também esses mesmos “seres humanos” que, efetivamente, contribuem para tornar o mundo um lugar instável onde reina disputas desenfreadas, inimizades, vaidades, individualismo e ódio que provocam guerras e sofrimento infindáveis. Para esses “seres humanos”, o outro se reduz simplesmente a um adversário ou inimigo pronto a ser combatido ou destruído.

O respeito, a solidariedade, o cuidado e a proteção estão desaparecendo a cada dia; a amizade, o amor, a admiração e a simplicidade estão silenciosamente cedendo seus lugares para a disputa, a cobiça, o ódio, a vaidade e a inveja. Parece que a cada segundo que passa estamos nos tornando seres menos humanos. Muitos dos chamados “seres humanos” estão dispostos a fazer qualquer coisa e gastar qualquer quantia para defender seus interesses, mesmo que suas ações e atitudes provoquem a morte e o sofrimento de milhões de vidas; por outro lado, resistem em “mover uma palha” ou a contribuir com uma quantia mínima para ajudar aqueles que se encontram mergulhados na miséria e precariedade e que arduamente lutam todos os dias na esperança de um dia viver com o mínimo d e digni dade.

Os humanos não parecem seres que procuram alcançar seus objetivos ou defender seus interesses a qualquer custo; não parecem também seres que permitem o sofrimento do seu próximo ou que deliberadamente atuem para matá-lo ou para que ele sofra. Essas atitudes e ações indicam que muitos ainda estão longe do significado do ser humano, mas também que nenhum ser é capaz de chegar ao “humano” por meio dessas ações e atitudes. Precisamos cultivar incessantemente a solidariedade nas nossas relações e convivências, semear e regar o amor, a amizade, a simplicidade e, ao mesmo tempo, eliminar o ódio, a inveja e ganância. Precisamos olhar uns para os outros como parceiros, colegas, semelhantes, próximos e irmão, não como adv ersários, inimigo ou estranho q ue precisam ser combatidos. A vida, as ações e atitudes de cada ser humano, precisam estar sempre voltadas para o seu semelhante, no sentido de colaborar para que ele possa viver sempre em paz, harmonia e com dignidade.
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*Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

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