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Académica francesa acusada de espionagem é condenada a 6 anos de cadeia no Irão 18 Maio 2020

Fariba Adelkhah, de 61 anos, antropóloga e investigadora no CERI-Centro de Investigação Internacional em Paris, foi condenada a seis anos de prisão por um tribunal de Teerão, acusada de recolher informações e conspirar contra a segurança nacional do Irão, onde nasceu.

Académica francesa acusada de espionagem é condenada a 6 anos de cadeia no Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, reagiu de imediato e qualificou de veredicto político a pena aplicada à cidadã francesa, binacional iraniana.

Onze meses depois de detida, com o seu cônjuge, em junho do ano passado, a investigadora ouviu nesta sexta-feira, 15 a sentença do julgamento que decorreu entre 3 de março e 19 de abril, no Tribunal Revolucionário de Teerão.

Em março, o seu cônjuge e também investigador Roland Marchal foi libertado numa troca de prisioneiros que envolveu o engenheiro nuclear iraniano Jallal Rohollahhnejad, detido nos Estados Unidos.

O Irão tratou diferentemente os dois casos, porque não reconhece a nacionalidade francesa de Fariba.

Apesar das tentativas feitas pelo próprio ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, para que os dois académicos fossem libertados, o julgamento da franco-iraniana avançou após a libertação do seu cônjuge francês.

Fontes: AFP/ DW.de. (Relacionado: EUA-Irão: Histórica troca de prisioneiros, 2 cientistas voltam a casa anos depois de presos em Teerão e Chicago).

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