CINEMA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Adeus à rainha do cinema Monica Vitti 04 Fevereiro 2022

“Adeus à Monica Vitti, adeus à rainha do cinema italiano”, expressa o comunicado do ministro da cultura italiano citado pelo Le Monde. Este diário de Paris destaca hoje “a comediante“ que é o “símbolo visual “intello” (intelectual) dos anos de 1960.

Adeus à rainha do cinema Monica Vitti

O derradeiro adeus à musa e diva Monica Vitti deu-se este 2 de fevereiro. O primeiro conta-se assim: a romana Maria Luisa Ceciarelli, nascida em 3 de novembro de 1931 e elevada a ícone do cinema como Monica Vitti, tivera o dúbio privilégio de ler no Le Monde o seu próprio necrológio há décadas. Uma gaffe histórica do prestigioso diário parisiense, evocada pela imprensa italiana.

A “rainha do cinema” que comunicou com o mundo através de vários registos (da tragédia à comédia) e veículos-palcos (teatro, cabaré musical, grande e pequeno ecrã) passou os últimos anos em silêncio, mergulhada na doença degenerativa (a crioula meninência/meninensa) prolongada nestes tempos de longevidade longa, propiciada pelas ciências fármaco-medicinais, ainda longe da mítica fonte de Juvena.

“Adeus à Monica Vitti, adeus à rainha do cinema italiano”, expressa o comunicado do ministro da cultura italiano citado pelo Le Monde. Este diário de Paris destaca hoje “a comediante“ que é o “símbolo visual “intello” (intelectual) dos anos de 1960.

Auge da comicidade no feminino

O Corriere della Sera eleva a bandeira da “romana Vitti”, o auge “da comicidade no feminino”, mas destaca a “ironia” de ser a menina filha da burguesia o porta-estandarte dessa veia popular romana. Aquela que está ausente da interpretação clássica — obtida nas melhores escolas de Roma, incluindo o conservatório e escolas de cinema — e que se espelha nas obras dirigidas pelo realizador Michelangelo Antonioni, seu cônjuge de 1957 a 1967.

200 rosas

O Le Monde recebe de madrugada a chamada de "Roger Baume", que se diz agente da atriz, a comunicar o falecimento por suicídio de Monica Vitti.

Preocupados em dar o exclusivo, a redação avança. Pouco depois, o escândalo. E um pedido de desculpas com duzentas rosas que o diário parisiense enviou à atriz, residente em Roma.

Era maio de 1988 e Monica viva foi ’primeira página’ em Roma, na TVI, a contar o sucedido.

"Alberto Sordi telefonou-me: "Não te preocupes. A mim, já me aconteceu seis vezes e ao Fellini quatro".

Fontes: Corriere della Sera/Le Monde

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