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Advogado antifeminista que matou filho da juiz planeava mais atentados 28 Julho 2020

O advogado antifeminista Den Hollander tinha uma lista de alvos que incluía juízes e dois médicos, disse no sábado, 25, fonte da investigação em curso sobre o assassínio no domingo, 20, do filho da juiz Esther Salas.

Advogado antifeminista que matou filho da juiz planeava mais atentados

A juiz Esther Salas (foto) foi no domingo, 19, alvo em sua casa de um atentado em que lhe morreu o filho de 20 anos e o marido ficou gravemente ferido. O tiroteio aconteceu poucos dias depois que a juiz federal de N. Jersey foi nomeada presidente do processo em que investidores da banca acusam a sociedade ’Deutsche Bank’ de incumprir o dever de supervisão a clientes de alto risco, como Jeffrey Epstein acusado de tráfico de menores.

Segundo o canal CNBC, foi disfarçado de entregador da empresa FedEx que o atirador entrou na noite de domingo último em casa da juiz federal Esther Salas.

A investigação do FBI, citada pela CNN, está a trabalhar com a hipótese de que a juiz Salas escapou porque estava na cave da casa quando chegou o atirador. O marido da juiz, o advogado Mark Anderl, e o filho Daniel foram ambos atingidos ao abrir a porta ao "entregador" que começou logo a disparar.

O motivo do tiroteio ainda está por determinar, com a investigação a seguir várias pistas ligadas aos casos judiciais de Esther Salas. Muitos deles envolvem celebridades, conflitos entre direitos das mulheres e direitos dos homens...

O facto de Esther Salas ser apodada pelos seus detratores de "Latina" foi de imediato indicado como outra pista a ser seguida, na América cada vez mais dividida etnicamente.

Segundo Francis "Mac" Womack, Edil de North Brunswick à ABC News, "ela enquanto juiz recebe ameaças de morte de tempos em tempos, mas não recentemente". O Edil é tido como amigo íntimo da família.

Suicidou-se principal suspeito: autoproclamado "advogado antifeminista" vociferante contra a Latina

Entre as pistas seguidas ao longo da semana — pelo FBI e a polícia de investigação relativa à classe magistral — está a ser privilegiada a do homicídio por ódio racial e sexista, depois que na madrugada de domingo para segunda-feira a polícia de Nova Iorque encontrou o corpo do autoproclamado "advogado antifeminista" Roy Den Hollander, em Rocktown, dentro do seu carro, com uma bala na cabeça.

A suspeita de suicídio avolumou-se ao longo da semana com novas revelações: Hollander sofria de cancro terminal, além de que deixou uma "autobiografia", em que revela a sua indignação com a decisão da juiz Salas num caso de sexismo, em que ele defendia o exército contra uma candidata a recruta "rejeitada com base no género", em 2015.

Segundo fontes policiais citadas pela CNN, a investigação apurou que Hollander tinha verbalizado que "a Latina" estava a deixar o caso arrastar-se. Em 2019, depois de receber o diagnóstico de cancro da pele terminal, soube que a juiz tinha autorizado que o processo fosse reavaliado em favor da queixosa.

Fontes: Referidas. Fotos : Esther Salas, de 51 anos, é a primeira "hispânica" no cargo de Juiz-Magistrado dos Estados Unidos. ao lado do marido ferido. Nomeada por Obama, a "Latina"(apodo de uso pejorativo) tem os seus detratores e um deles é o principal suspeito.

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