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Advogado de "estupro culposo" indigna Brasil — Réu que influenciadora digital Mariana Ferrer acusou sai livre 08 Novembro 2020

Um famoso advogado, Cláudio Gastão da Rosa Filho, está a ser investigado pela respetiva ordem, OAB, e o CNJ-Conselho Nacional de Justiça depois do clamor que a atuação quer do advogado quer do juiz levantou na sociedade brasileira. Clubes de futebol pedem justiça para a queixosa, políticos têm-se posicionado contra o julgamento que inocentou um conhecido empresário acusado de violar uma também famosa blogger de 23 anos.

Advogado de

O caso judicial — em que a influenciadora digital, Mariana Ferrer, de 23 anos, alega ter sido "dopada e estuprada", em dezembro de 2018 pelo empresário Aranha —ganhou repercussão depois de imagens do julgamento serem divulgadas pelo site The Intercept Brasil, que passou a usar a denominação "estupro culposo", que não está nos autos e não existe no Código Penal.

Segundo a imprensa brasileira, as imagens da sessão da audiência mostram o advogado Cláudio Gastão — conhecido tanto pelas atuações teatrais como pelo sucesso e elevada remuneração — que insultar a jovem. Com o argumento de que a relação foi consensual, a defesa do empresário exibiu fotos sensuais da queixosa, e sem qualquer relação com o facto.

O CNJ está interessado em apurar porque é que o juiz não repreendeu o advogado que intimidou a queixosa, a quem disse que ela tem como "ganha-pão" a "desgraça dos outros".

Do Flamengo, ao Corinthians

Quase todos os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro expressaram repúdio pelo julgamento. AS únicas exceções, dizem os órgãos de imprensa, são o Santos, Bragantino e Atlético-GO. Os três têm casos de atletas envolvidos em polémica — em relação com VBG, violência contra a mulher.

O Santos, clube do litoral paulista, recentemente contratou Robinho, condenado em primeira instância, na Itália, por estupro. No Bragantino, está o atacante Wesley, condenado por agressão contra a mulher. No Atlético de Goiás joga o avançado Jean, também envolvido em episódio de violência contra a sua companheira.

Yuri, do Atlético, no entanto, rompeu o silêncio do clube e decidiu manifestar por conta própria — e fê-lo por duas vezes. Antes do jogo da Copa do Brasil, o atacante virou-se para as câmaras e mostrou um "x", marcado na palma de sua mão esquerda. No fim do jogo, falou para as câmaras: "Tenho esposa, sobrinha... É tamanho desrespeito. Acho que cada um podia fazer um pouco mais. Pode até parecer um pouco complicado, mas não podemos ter medo neste País", disse.

Fontes: Globo

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