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Agressora reincidente é detida e marido é levado para local seguro 11 Julho 2022

A violência doméstica é causa de morte de uma mulher por semana em Portugal e as estatísticas dão conta de mais de duas mil queixas por mês. O número de pessoas do sexo masculino vítimas de uma agressora ainda é desconhecido porque a vítima tende a não apresentar queixa. Mas o caminho pode ser o de testemunhas alertarem as autoridades porque se trata de um crime público, como aconteceu na semana finda no interior norte do país. Vizinhos chamaram a autoridade para a situação em que uma quase septuagenária agrediu mais uma vez o marido. Desta vez, ele foi levado para lugar seguro enquanto a esposa agressora era encarcerada.

Agressora reincidente é detida e marido  é levado para local seguro

Segundo o comunicado da GNR do posto de Castro Daire subdelegação de Viseu, foram os vizinhos que alertaram para a situação de violência que decorria na casa partilhada pelo casal, ela de 69 anos ele de 73.

A mulher tinha a porta trancada e mantinha o homem dominado sob a ameaça duma faca. Por fim os militares — que têm jurisdição policial em algumas localidades — convenceram-na a deixar sair o homem.

Mas ela mantinha-se barricada e ameaçava matar-se com a faca. Só se entregou após duas horas.

A mulher vai aguardar o julgamento em prisão preventiva, enquanto o septuagenário foi levado para uma "casa segura" destinada a vítimas do sexo masculino, o que é uma novidade no contexto português.

Reincidente

Há apenas um mês, o tribunal tinha aplicado medidas de coação à agressora — que vizinhos tinham denunciado pelo mesmo facto.

Ela estava proibida de se aproximar da vítima, embora o tribunal tivesse dado o direito dele continuar a habitar a casa que era da esposa, de quem dependia economicamente.

Também em Viseu, ocorreu em abril um outro caso de violência de esposa sobre o marido. Foi a PSP que a 26 de abril deteve a agressora de 41 anos.

A denúncia partiu da própria vítima, um "cidadão do sexo masculino de 44 anos de idade". A mulher foi levada para a esquadra e apresentada em tribunal no dia seguinte.

Vítimas em silêncio

As vítimas do sexo masculino agredidas pela esposa tendem a não registar a ocorrência, segundo mostram as estatísticas.

Mas em países do primeiro-mundo, como o Reino Unido e Estados Unidos, as instituições incluindo as universidades que estudam o fenómeno da violência entre cônjuges e começam a surgir medidas de prevenção e acompanhamento também para este tipo de vítimas de violência doméstica.

Fontes: https://viseunow.sapo.pt/

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