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Águas de ETAR de cinco ilhas cabo-verdianas vão ser usadas na agricultura 27 Julho 2020

As Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de cinco ilhas de Cabo Verde vão ser utilizadas no reaproveitamento da água para agricultura, num projeto governamental com apoio financeiro da Hungria de 35 milhões de euros.

Águas de ETAR de cinco ilhas cabo-verdianas vão ser usadas na agricultura

Conforme escreve a Lusa, o Governo de Cabo Verde tem como uma das prioridades para 2020, um projeto para a mobilização de água para agricultura, através da utilização da água residual tratada e da água salobradessalinizada e que conta com o apoio financeiro de 35 milhões de euros, da Cooperação Húngara.

O projeto visa, sobretudo municípios em que já foram construídas Estações de Tratamento de Águas Residuais e que estão em funcionamento, nomeadamente Praia, Santa Catarina, Santa Cruz, Tarrafal, São Miguel (ilha de Santiago), São Vicente, Espargos (Sal), Boa Vista e Maio.

“O projeto será implementado pela estatal Água de Rega e, de acordo com a resolução do Conselho de Ministros de Cabo Verde de 21 de Abril passado, o Governo autorizou a Direção-Geral do Tesouro a conceder um aval/garantia, junto do Eximbank Hungary, no valor de 35 milhões de euros, a favor daquela nova empresa pública para a sua execução”, cita a Lusa.

Refira-se que este projeto envolve, a construção das infraestruturas e a aquisição de equipamentos, como condutas de adução, estações elevatórias, reservatórios, condutas de distribuição e a instalação de 20 centrais de dessalinizadoras em zonas próximas de parcelas agrícolas já identificadas, além de formação e assistência técnica.

"Com isso pretende-se aumentar a disponibilidade da água para o setor da agricultura a um preço mais reduzido, de forma a tornar o setor mais competitivo e aumentando a sua cadeia de valor no processo produtivo em Cabo Verde", refere-se ainda na resolução, citado pela Lusa.

De relembrar-se que Cabo Verde enfrenta uma das secas mais “severas” da sua história, com várias ilhas, praticamente sem precipitação nos últimos três anos, provocando fortes quebras na produção agrícola do arquipélago.

O Executivo cabo-verdiano declarou em Janeiro deste ano, a situação de emergência hídrica em todo o país até Outubro, devido à seca acumulada nos últimos anos, admitindo neste período, limitações temporárias ao consumo de água. A decisão foi então justificada pelas "circunstâncias que o país enfrenta de extrema escassez de chuva" desde 2017, com impactos diretos nos setores da saúde, agricultura e economia.

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