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"Ajudar a Ucrânia é convencer Zelensky a fazer a paz e entregar Donetsk e Lugansk", apela ’Pink Floyd’ à Olena Zelenska 08 Setembro 2022

O músico britânico Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, faz a polémica afirmação na carta-aberta que dirigiu ontem à primeira-dama da Ucrânia contestando a declaração dela de que "o apoio do ocidente será crucial para que a guerra termine depressa".

«Se "apoiar a Ucrânia" significa enviar mais armas ao governo de Kiev, está completamente enganada», escreveu Waters em reação ao pedido de ajuda dirigido "ao Ocidente" por Olena Zelenska entrevistada da BBC no domingo.

No seu apelo pela paz, o ’Pink Floyd’ Waters cita "boas intenções" contidas na promessa que Zelensky fez em 2019 de "acabar com a guerra civil no leste e dar autonomia às regiões de Donetsk e Luhansk". Propõe que é esse o "caminho alternativo" ao atual "atirar gasolina, ou seja, armas, para o fogo (que) não resulta".

Waters diz entender que o presidente Volodymyr Zelensky se desviou dessas "boas intenções" porque "não caíram bem junto de determinadas facções políticas em Kiev". Mas ao fazê-lo dá causa à a sua perda de popularidade — de 73% de aprovação inicial passou para 23% em 2021 — porque, explica à Olena, "infelizmente, o seu marido concordou em menosprezar, de uma forma totalitária e antidemocrática, a vontade do povo ucraniano".

Culpa da guerra é dos nacionalistas extremistas

"As forças nacionalistas extremistas desde [2019] a comandar na Ucrânia pisaram as várias linhas vermelhas traçadas pelos vossos vizinhos, a Rússia. Como consequência, foram esses mesmos nacionalistas extremistas a conduzir o país para esta guerra desastrosa", aponta o líder dos Pink Floyd na carta-aberta datada do dia em que completou 79 anos.

O músico indica instigador na Casa Branca

"O combustível para a guerra em forma de armas, e que vem de Washington, até funcionou no passado, em guerras de curto prazo", indica Waters. "Mas não, isso não vai funcionar agora".

Aconselha por isso Zelensky a manter-se longe da influência dos Estados Unidos de onde "Washington, D.C. comanda o fogo, a uma distância bem segura do ponto onde se dá a explosão".


Factualidades

Em linguagem própria da função informativa ou em modo expressivo que dá conta de emoções suscitadas pelo horror, a guerra é indesejável "aquele monstro" para os que sofrem ou que se compadecem das principais vítimas.

Fontes: Twitter/BBC/AP/AFP/TASS/Telegram/Interfax. Relacionado: Ucrânia: "Guerra só acaba com Putin morto ou se matarmos todas as tropas russas", diz autarca de Mykolaiv, 05.abr.022; Ucrânia-guerra continua: Pró-russos pedem a Putin para anexar região de Kherson — "Vamos adotar por completo a legislação da Federação Russa", 12.mai.022. Fotos (Vogue/Getty): A investida mediática ucraniana, acirrada nos últimos seis meses, culmina com os Zelensky na revista de celebridades Vogue do próximo mês, outubro, como se destaca desde julho.

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